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Vice-presidente sul africano indeciso em concorrer a liderança do ANC

  • Redacção VOA

Vice-presidente da Africa do Sul, Kgalema Motlanthe

Vice-presidente da Africa do Sul, Kgalema Motlanthe

Kgalema Montlanthe diz que não é político mas que tem uma atitude política

O partido no poder na África do Sul está a preparar para eleger um líder que será aparentemente conduzido a presidência do país em 2014.

Mas a figura a ser considerada como um concorrente de peso contra o actual presidente Jacob Zuma, diz que ainda se está “agonizando” e não sabe se deve assumir ou não a presidência do Congresso Nacional Africano – ANC.

O vice-presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe esquivou-se com habilidade do manto do poder que lhe foi oferecido por alguns partidários do Congresso Nacional Africano.

Pouco se sabe acerca de Montlanthe e das suas posições, isso apesar de ter passado duas horas na Sexta-feira, falando para jornalistas estrangeiros. O maior concorrente de Kgalema Motlanthe pode até vir a não ser o ainda presidente Jacob Zuma. Parece ser…ele próprio. A prova está na sua reacção a recente nomeação de Motlanthe como candidato a liderança do partido por núcleos internos do ACN, incluindo o influente núcleo da província do Gauteng.

“Meus, meus, meus sentimentos são completamente neutros.”

Estas palavras parecem descrever quão diferente é Montlanthe do presidente. Jacob Zuma é raramente descrito como neutro – quer dizer, depois de tudo, um homem que disse no início deste ano que as mulheres não deviam ser solteiras e que ser mãe é “uma capacitação extra” para as mulheres.

Motlanthe pelo contrário, tem um ar de profissional e uma forma de dizer muito pouco através de muitas palavras. É conhecido através das lides do ANC, e tem dado pouca informação sobre como iria dirigir a nação diferentemente de Jacob Zuma. Fala dos vários problemas da África do Sul – educação, questões de saúde, crime, corrupção e reformas agrárias entre outras – mas não oferece nenhuma solução clara.

O vice-presidente disse que ele e Zuma estão de acordo sobre as políticas a empreender. Mas disse também que o ANC precisava de reformas.

“Não podemos apoiar na gloriosa história do ANC. História é apenas o valor que nos é inculcado como lição. Mas se somos insignificantes hoje, o ANC irá contar zero.”

Motlanthe disse que está se “agonizando” acerca da decisão em aceitar a nomeação – já lá vão duas semanas – mas disse então para a supresa de muitos, que mesmo que seja eleito líder do partido, não quererá dizer que será presidente. A presidência é assumida pelo mais alto responsável do ANC, desde que o partiu assumiu o poder em 1994, mas Kgalema Motlanthe realçou que cabe ao parlamento eleger o presidente.

A dança política sul-africana é complexa, mas agrava ainda mais, o facto do salão estar cheio de uma multidão de antigos combatentes do ANC que procuram espaços e oportunidades para aparecer.

Motlanthe disse com um sorriso rasgado que não é político, mas que tinha uma atitude política.

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