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SOS-Habitat pede fim das demolições no Zango

  • Manuel José

Organização não governamental encontrou-se com representante das Forças Armadas Angolanas.

A organização não governamental SOS-Habitat reuniu-se na segunda-feira, 29, com responsáveis das Forças Armadas Angolanas para analisar as demolições feitas no Zango, pelas tropas do Posto de Comando Unificado.

A associação pediu o fim das demolições, mas enquanto decorria o encontro, elas continuavam no Zango.

Genoveva Lino, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Nacional e o coronel Dala, em representação das FAA, participaram do encontro, tendo o militar limitado a ouvir as preocupações da SOS-Habitat e prometido levar as questões aos seus superiores hierárquicos.

Rafael Morais, da SOS-Habitat, pediu a suspensão imediata das demolições, abordou a morte do jovem Rufino e questionou o comportamento dos militares.

''Pedimos que levasse a mensagem ao Chefe de Estado-Maior General das FAA para mandar parar as demolições para que se avance para o diálogo'', disse Moraes, que denunciou mais demolições no bairro Walale.

Rafael de Morais, SOS-Habitat, Angola

Rafael de Morais, SOS-Habitat, Angola

Sem contar as demolições de ontem, a SOS-Habitat cadastrou mais de duas mil casas demolidas, além da morte do jovem Rufino.

A este propósito, em declarações ao Jornal de Angola o juiz-presidente do Tribunal Militar, general António dos Santos Neto ''Patónio'', considerou que o caso é da competência do tribunal comum, mas, antecipando o processo, afirmou que "por aquilo que ouvimos, presume-se que os militares agiram em legítima defesa”.

A declaração irritou o responsável da SOS-Habitat.

“Há muta gente no bairro que pode testemunhar, não havia armas nenhumas, o miúdo Rufino só tinha 14 anos e não tinha arma nenhuma, em nenhum momento pegou arma, como pode haver legítima defesa? Normalmente as instituições optam pela solidariedade institucional e protegem os infractores, isto é mau porque encoraja as forças da ordem a fazerem o que bem entenderem porque nada lhes acontece'', concluiu Rafael Moraes.

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