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Sobe para nove número de polícias mortos no Huambo

  • Redacção VOA

MPLA acusa "outras forças" de responsabilidade nos confrontos com a seita religiosa.

Subiu para nove o número de agentes da polícia angolana mortos num confronto no Huambo com membros da seita religiosa Sétimo Dia à Luz do Mundo na passada quinta-feira, 16, disseram as autoridades, ao mesmo tempo que o partido no poder acusava “outras” forças" não especificadas de estarem por detrás dos confrontos.

Um outro polícia tinha sido morto um dia antes em Benguela em confrontos com a mesma seita,também conhecida pelo nome do seu dirigente “Kalupeteca”.

A seita opõe-se à educação e vacinação dos seus membros que tendem a reunir-se em acampamentos.

Os confrontos o Huambo ocorreram a cerca de 25 quilómetros do município da Caála, onde estariam acampados cerca de 2.000 fiéis. Era aí que a polícia pretendia prender o seu líder alvo de um mandado de captura emitido no Bié.

O líder da seita, Julino Kalupeteca, de 52 anos, foi entretanto detido no Huambo.

O ministério angolajo do Interior exortou a policia a dar uma "resposta firme a todos quantos enveredem por este tipo de conduta, bem como aos eventuais instigadores de ignóbeis ações desta natureza".

Por seu turno, o MPLA, partido no poder, acusou "outras forças" de estarem na origem dos confrontos.

"Os dados até agora recolhidos permitem facilmente concluir que por detrás destes factos estão outras forças, que pretendem criar condições para um retorno a situações de perturbação generalizada, que não poderão ser toleradas", disse um comunicado emitido pelo Bureau Politico do partido.

O comunicado diz os ataques à polícia foram efectuados com armas de fogo ilegais e na posse de pessoas que "pretendem alterar a ordem pública em Angola".

Para "estancar esse tipo de acções criminosas", o MPLA, no poder em Angola desde 1975, exortou hoje a Polícia Nacional e "todos os órgãos de Defesa, Segurança e de Justiça" a tomarem medidas "que conduzam à responsabilização dos desordeiros", apelando ainda às populações "a não segui-los, a manterem vigilância cerrada sobre eles e a denunciá-los, quando estejam a preparar acções subversivas".

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