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São Tomé: Arroz adulterado volta à ordem do dia

  • Óscar Medeiros

A oposição está indignada com uma carta endereçada às alfândegas dos Camarões por um aliado do governo facilitando a importação do produto.

Em São Tomé e Príncipe a questão do arroz impróprio para consumo voltou à ordem do dia. Desta feita a oposição está indignada com uma carta que foi endereçada às alfândegas dos Camarões por um aliado do governo facilitando a importação do produto.

Numa carta endereçada a Directora das alfândegas dos Camarões, o Deputado e Vice-presidente do PCD classificou o povo são-tomense de faminto com o objectivo de obter isenção fiscal no processo de importação do polémico arroz impróprio para o consumo humano.

A atitude de Delfim Neves chocou a opinião pública são-tomense e esta manhã em conferência de imprensa o maior partido da oposição no país ADI, também manifestou-se profundamente chocado com a atitude do dirigente do PCD.

A ADI acusa Delfim Neves de ter usado desonesta e abusivamente o nome do povo são-tomense para obter para si e a sua firma comercial a isenção das taxas alfandegárias de exportação das suas 900 toneladas de arroz que deveria pagar as autoridades camaronesas.

A ADI critica também o envolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de São Tomé e Príncipe nesta diligência de Delfim Neves que para o efeito enviou a embaixada dos Camarões em Libreville uma nota verbal a dar cobertura a este acto de desonestidade.

Ainda na conferência de imprensa o maior partido da oposição são-tomense mostrou-se apreensivo com relação a demora do Governo na divulgação do resultado da nova análise ao arroz solicitada a um laboratório no estrangeiro.

Entretanto, esta terça-feira o governo de Gabriel Costa deu ordens às autoridades competentes para procederem à recolha imediata do arroz dos mercados e proibiu a sua comercialização em todo o território nacional.

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