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Situação dos professores do Ensino Euperior piorou nos últimos três anos em Angola

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto, Luanda, Angola

Universidade Agostinho Neto, Luanda, Angola

Sinpes aponta o dedo à crise económica.

Um estudo feito pelo Sindicato de Professores do Ensino Superior (Sinpes) de Angola revela que a situação económica dos professores piorou em três anos, ao ponto de a maioria dos professores universitários ganha hoje menos de 400 dólares por mês.

Por causa disso, antevê-se um ano lectivo desastroso no subsistema de ensino superior.

Eduardo Peres Alberto, secretário-geral do Sinpes, disse que “os professores estão votados à miséria total porque se em 2013 dizíamos que um professor titular devia auferir um milhão e meio de kwanzas, com o cambio do dia actual a oscilar o professor titular que ganha 350 mil kwanzas por mês, na verdade, recebe 350 dólares''.

Num encontro recente entre o Sinpes e o Ministério do Ensino Superior ficou acordado que o caderno reivindicativo dos professores deve ser satisfeito assim que a situação económica do país conhecer uma ligeira melhoria.

''Neste momento, há um exercício de boa fé do nosso lado aguardando que sejam resolvidas as questões levantadas do caderno reivindicativo, como salários muito baixos, quase miseráveis, falta de residências para os professores, falta de seguro de saúde, etc.", enumera Alberto.

A situação em que vivem os professores universitários, na óptica do economista Faustino Mumbica, faz prever um cenário perigoso para o subsistema de ensino superior em Angola que pode chegar ao desastre.

“Os professores vivem hoje um cenário de contenção na esperança que a situação económica do país melhore, mas se de facto este ano lectivo terminar como está pode-se pressagiar um desastre do subsistema educativo, sobretudo do ensino superior privado que garante 50 por cento dos estudantes que o ensino estatal não absorve”, concluiu Mumbica.

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