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Síria: John Kerry dá ultimatum para entrega de armas químicas

  • Al Pessin

Administração Obama muda de táctica e encosta o regime de Bashar al-Assad a parede com o seu mais recente anúncio

O Secretário de Estado norte-americano disse que a situação na Síria é “terrível e está a piorar-se” e deu ao presidente Bashar al-Assad o prazo de até ao fim de semana para entregar as armas químicas sob pena de enfrentar uma acção militar..

John Kerry voltou a defender a intervenção militar contra o governo sírio, afirmando haver provas sólidas do envolvimento do regime de Bashar al-Assad no ataque com armas químicas do mês passado.

Kerry falava hoje em Londres numa conferência de imprensa com o ministro inglês dos negócios estrangeiros, William Hague.

O chefe da diplomacia americana disse que os Estados Unidos possuem provas de que o regime sírio deu ordens para o ataque.

“Temos responsáveis do alto nível do regime que foram apanhados a dar instruções e a engajar-se nessas mesmas instruções e preparativos, e cujos resultados apontam directamente para o presidente Assad.”

John Kerry adiantou que a inação poderá enviar uma “mensagem de congratulação” ao presidente sírio Bashar al-Assad e outros adversários dos Estados Unidos no Médio-Oriente.

Kerry desvalorizou as negações feitas pelo governo sírio, assim como as ameaças de retaliação do presidente Assad. Ameaças essas, tornadas publicas numa entrevista com a cadeia de televisão norte-americana CBS News. Para Kerry, Assad perdeu credibilidade.

O Secretário de Estado norte-americano alertou para sérias consequências para além da Síria, se a comunidade internacional não responder de forma efectiva.

“SE quiserem enviar uma mensagem de congratulação ao Irão, Hezbollah e Assad, ‘vocês podem fazer o que quiserem.’ Poderiam até dizer, ‘Não fazemos nada.’ Nós acreditamos ser perigoso e vamos enfrenta-lo de várias formas.”

Kerry disse que a Síria poderia evitar um ataque se devolver as armas químicas a comunidade internacional e permitir inspecções, mas não espera que isso venha a acontecer.

Na manhã de hoje o ministro dos negócios estrangeiros sírio Walid al-Moallem disse que um ataque militar americano poderia frustrar os preparativos de uma conferência de paz em Genebra para negociar uma solução ao conflito na Síria.

Al-Moallem que falava durante uma conferência de imprensa conjunta em Moscovo ao lado do seu homólogo russo Sergei Lavrov, referiu que o ataque químico pelo qual Washington acusa o presidente Bashar al-Assad, é um pretexto para instigar a intervenção militar e perguntou se o presidente Obama não estaria assim a apoiar ou não grupos terroristas.

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