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Reino Unido quer adoptar resolução para possível intervenção militar na Síria

  • Selah Hennessy

Proposta do governo britânico é debatida esta Quarta-feira ao nível do Conselho de Segurança, mas não há garantias se a mesma venha ser aprovada pela Rússia e China

Diplomatas nas Nações Unidas deram início na manhã de hoje as negociações com vista a aprovação de uma proposta de resolução do Reino Unido condenando o alegado ataque com armas químicas do governo sírio contra civis.

Embaixadores dos Estados Unidos, França, Rússia, China e Reino Unido estão a debater a proposta que requere “medidas necessárias para proteger civis” na Síria de armas químicas.

O governo britânico espera submeter ainda hoje esta proposta de resolução a aprovação do Conselho de Segurança.

A proposta é parte de esforços diplomáticos internacionais dos Estados Unidos e das potências ocidentais antes de uma possível acção militar contra o presidente sírio Bashar al-Assad.

A decisão surge numa altura em que o Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon apelou aos membros do Conselho de Segurança a unirem os esforços em torno da crise na Síria.

A proposta de resolução vai ser apresentada aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança em Nova Iorque.

Através de uma mensagem no Twitter, o primeiro-ministro britânico, David Cameron disse que as Nações Unidas deviam assumir as suas responsabilidades no tocante a situação na Síria.

Falando em Haia esta Quarta-feira, o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon disse que os cinco membros do Conselho de Segurança deviam agir em conjunto sobre esta questão em particular.

“A Síria é o maior desafio de guerra e paz hoje no mundo. A organização responsável pela manutenção da paz e segurança não pode falhar na sua acção. O Conselho deve até a última instancia obter a unidade para agir. Deve fazer uso de sua autoridade a favor da paz.”

O Secretário-geral da ONU disse ser essencial “estabelecer os factos” baseando-se das provas obtidas pelas Nações unidas na Síria. Ban Ki-moon apelou também as potenciais mundiais a darem uma “chance a paz.” Uma equipa de peritos da ONU na Síria continua a visitar os locais onde teriam sido usadas armas químicas contra populações civis.

Activistas sírios disseram que centenas de pessoas morreram e mais de mil foram contaminadas por agentes químicos na semana passada nas proximidades de Damasco – a capital. As forças rebeldes e o governo negaram quaisquer envolvimentos nesses ataques. As partes contra-acusam-se pela violação do recurso a uma táctica proibida internacionalmente.

Os cinco Estados permanentes do Conselho de Segurança – a China, Rússia, Estados Unidos da América, França e Reino Unido – têm todos, o direito de veto no âmbito de aprovação de uma proposta de resolução.

A Rússia enquanto principal aliado da Síria e a China já bloquearam várias vezes anteriores resoluções que sancionavam o governo sírio por causa de suas tácticas nessa guerra civil que dura há dois anos

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