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EUA concedem mais ajuda a vítimas da guerra civil na Siria

  • Redacção VOA

John Kerry manteve conversações em Ankara com o Governo turco

John Kerry manteve conversações em Ankara com o Governo turco

Segundo as Nações Unidas cerca de metade da população síria foi obrigada a fugir à guerra.

O secretário de Estado americano John Kerry anunciou a concessão de mais 500 milhões dólares em ajuda às vítimas da guerra civil na Síria.

Kerry fez o anúncio na Turquia onde se encontra para procurar apoio internacional na luta contra os extremistas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Mais de metade do pacote de ajuda destina-se a ajudar os mais de 3 milhões de refugiados sírios nos países vizinhos. O restante tem em vista os civis deslocados internamente na Síria.

Segundo as Nações Unidas cerca de metade da população síria foi obrigada a fugir à guerra civil, uma situação que tem vindo a piorar com as conquistas territoriais dos militantes do Estado Islâmico.

Kerry está a efectuar um périplo de uma semana pela região com o objectivo de formar uma coligação para combater aquele grupo extremista que chocou o Mundo com uma campanha brutal de decapitações e de limpeza étnico-religiosa.

Durante conversações ontem, 11, na Arábia Saudita, a Turquia recusou-se a dar o seu aval a um amplo plano apresentado pelos Estados Unidos para derrotar o grupo militante sunita.

Até agora, 10 países árabes decidiram integrar a coligação prometendo ajudar os Estados Unidos a destruírem o Estado Islâmico onde quer que se encontre, incluindo no Iraque e na Síria.

Numa declaração afirma-se que a coligação porá termo ao fluxo de combatentes estrangeiros, cortará os fundos do grupo e providenciará ajuda às vítimas dos seus actos terroristas.

A Turquia, que tem uma fronteira de 900 Km com a Síria, tem manifestado relutância em desempenhar um papel activo na coligação. O Estado Islâmico tem neste momento cativos 48 diplomatas turcos e as respectivas famílias que foram raptadas de um consulado em Junho.

Por outro lado, muitos dos recrutas da organização passaram por essa fronteira.

Durante as conversações na Arábia Saudita entidades oficiais turcas afirmaram, no entanto, que negaram a entrada a mais de 6 mil potenciais recrutas e que deportaram outro milhar.

Numa entrevista à VOA, o secretário de Estado John Kerry afirmou que se trata de um desafio que a Turquia tem que encarar com seriedade: “Muitos combatentes estrangeiros passaram pela fronteira turca. Há portanto muito a debater com a Turquia acerca dos papéis que pode desempenhar. Mas obviamente têm algumas questões sensíveis imediatas e nos estamos cientes disso. Vamos sentarmo-nos e falar acerca do futuro”.

Entretanto, ontem os serviços secretos americanos fizeram saber que o Estado Islâmico é mais poderoso do que aquilo que se supunha. Segundo a CIA, o grupo tem entre 20 mil e 31 mil e 500 combatentes no Iraque e na Síria. A estimativa anterior apontava para apenas 10 mil.

Esta semana o presidente Obama anunciou um plano a longo prazo para a atacar e destruir o grupo extremista, incluindo o prosseguimento de ataques aéreos no Iraque a possível extensão dos mesmos na Síria.

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