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SINPROF diz que greve na Huíla tem adesão de 80 por cento

  • Teodoro Albano

João Francisco, responsabiliza ministro da Educação pela greve

Sindicato afirma que professores não gostam de greve, mas o Governo os obrigou a avançar

O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na Huíla diz estar satisfeito com os níveis de adesão à greve iniciada na quarta-feira, 5, e que se estende até amanhã.

O SINPROF garante que o nível de adesão na província situa-se nos 80 por cento.

O secretário provincial do SINPROF, João Francisco, reitera estar satisfeito com os níveis de adesão, mas condena o clima de intimidação que se instalou nas escolas para privar os professores de um direito protegido pela constituição.

“Nem o governador nem o director provincial, ninguém tem a competência de dizer `fulano você não tem direito à greve`. O que dita quem tem ou não direito a greve é essa lei 23/91 de 15 de Junho que nós temos, mas estamos a ouvir alguns legisladores fabricados à noite a dizer que o fulano não deve aderir à greve. Isto é uma clara violação da nossa constituição porque temos nesse mesmo documento que está escrito que quem tentar intimidar aquele que de livre vontade aderir à greve incorre em crime”, disse Francisco.

O sindicalista rejeita o atributo de radicais que se tenta pintar a sua organização nessas ocasiões de greve e responsabiliza o titular da pasta da educação pelos protestos.

“Nessa altura, quem gosta de greve é o ministro da Educação. O autor principal desta greve é o senhor professor doutor Mpinda Simão, ele é o autor desta greve. Os professores não gostam de greve, quem empurra os professores para a greve é o Governo que não quer resolver os problemas porque o nosso caderno deu entrada em Agosto de 2013 e em 2014 o doutor Mpinda Simião assinou connosco um memorando de entendimento para resolução dos problemas constantes no nosso caderno reivindicativo, mas até agora sem solulão”, reiterou João Francisco..

A greve continua nesta quinta-feira, 6.

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