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Sindicato deplora despedimentos de jornalistas da rádio Ecclésia

  • Manuel José

Teixeira Candido, secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos

Teixeira Candido, secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos

Os 19 jornalistas despedidos já contrataram um advogado.

O Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA)condenou a maneira como a radio Ecclesia despediu unilateralmente 19 profissionais de Comunicação Social no passado fim-de-semana.

O SJA diz ter na forja um projecto para minimizar o desemprego de jornalistas da emissora católica e outros profissionais que ficaram sem emprego com encerramento de vários jornais.

O secretário-geral acredita que a rádio Ecclesia não esgotou todas as possibilidades para acautelar o emprego dos profissionais de Comunicação Social e considera que a direcção deve ser obrigada pela justiça a repor o emprego dos jornalistas despedidos.

“A direcção da Rádio Ecclesia vai ser obrigada a reintegrar do colegas porque a rescisão unilateral obedece a critérios que a direcção da rádio não cumpriu mesmo com os apelos da Inspecção-geral do Trabalho mas ainda assim acreditamos que os tribunais vão ter de obrigar a radio a cumprir a lei'', disse Teixeira Cândido à VOA.

O sindicalista garante que procura formas de mitigar a situação de desemprego a que estão votados os profissionais de comunicação.

"O SJA está a trabalhar junto de ongs para mobilizar recursos para que estes colegas possam ter pequenas cooperativas de jornais online e rádios online porque não vale a pena chorar pelo leite derramado, vamos ver se conseguimos estes fundos e mitigar a situação de desemprego dos jornalistas'', prometeu Cândido.

A jornalista e antiga líder do SJA, Luísa Rogério, lamenta a situação e diz que a suta preocupação “vai no sentido de se respeitar os direitos trabalhistas dos jornalistas que não me parece terem sido observados, apesar da radio Ecclesia ter cumprido com alguns pressupostos da lei”.

Para ela, o facto de serem 19 profissionais de comunicação social e19 famílias que ficam sem o seu rendimento, é uma “situação que devia ter tido outro enquadramento por parte da direcção da radio Ecclesia''.

Outra questão estranha na visão de Luisa Rogerio, é o facto de a radio alegar falta de dinheiro, mas contrata novos colaboradores e jornalistas.

“Ao longo deste processo, a Radio Ecclesia tem admitido novos colaboradores e efectivos, mas se o pretexto para despedir é a falta de dinheiro para pagar os jornalistas antigos como é que admite novos?'', pergunta a jornalista.

Os jornalistas despedidos contrataram já o serviço de um advogado para reivindicar os moldes de indemnização a que julgam terem direito.

A VOA tentou mas sem sucesso falar com a direcção da radio Ecclesia.

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