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Simões Pereira apresenta plano de estabilização da Guiné-Bissau na ONU

  • Alvaro Ludgero Andrade

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, na Assembleia Geral da ONU

Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, na Assembleia Geral da ONU

Manuel Vicente defendeu a reforma do Conselho de Segurança e Gabriel Costa destacou reforço da segurança no Golfo da Guiné.

A assistência internacional é chamada a exercer um papel estabilizador na Guiné-Bissau, um Estado institucionalmente fraco, disse hoje, 29, o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira ao discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas. O vice-presidente de Angola usou também da palavra para defender a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, enquanto o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe destacou a importância da segurança no Golfo da Guiné como parte importante da luta contra a pirataria.

Gabriel Costa enfatizou na sua intervenção a defesa de um clima de paz no mundo em África, porque, segundo disse, é a única forma de continuar a garantir a estabilidade para o crescimento de África.

Costa destacou a necessidade de segurança no Golfo da Guiné e felicita a todos os intervenientes no processo de fiscalização para que a região não seja um espaço de pirataria, terrorismo e tráfico de drogas.

O primeiro-ministro são-tomense defendeu ainda o levantamento do embargo a Cuba, um acordo global sobre o clima, advertiu para o perigo do ébola e felicitou as medidas avançadas pela comunidade internacional para combater a doença em África.

Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, também interveio hoje e destacou o empenho do seu Governo na negociações de paz em África, nomeadamente nos países na região dos Grandes Lagos, em particular para a estabilização da República Democrático do Congo.

Vicente lembrou que a África destacou o crescimento de África, dizendo que o continente agora não é notícia pelas desgraças.

O vice-presidente de Angola defendeu a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e exigiu a presença de um país africano como membro permanente do órgão.

Tanto Gabriel Costa como Manuel Vicente saudaram as eleições e o regresso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, cujo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira agradeceu o apoio da comunidade internacional em todo esse processo.

Simões Pereira apresentou à comunidade internacional os três pilares para a estabilização do país, assente na reforma das Forças Armadas, extensão da autoridade do Estado em todo o território nacional e combate ao tráfico de drogas.

O chefe de Goveno da Guiné-Bissau anunciou ainda a realização de uma Conferência Interanacional de Doadores ainda sem data marcada.

A Assembleia Geral das Nações de 2014 termina na próxima terça-feira, dia em que Cabo Verde será o último país de língua portuguesa a intervir.

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