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Semanário Angolense fecha as portas

  • Manuel José

Jornal Angolense

Jornal Angolense

Vinte e cinco profissionais vão para o desemprego.

O Semanário Angolense encerrou as suas portas por dificuldades económicas, confirmando assim as previsões de há muito.

O Director Geral interino Kim Alves, do grupo empresarial Media Invest, confirmou o encerramento da publicação que assim deixa no desemprego 25 profissionais.

A última edição do semanário foi em Janeiro e desde então o grupo empresarial Media Invest vinha alegando dificuldades na impressão do Jornal.

''Muitos vão para o desemprego: Muitos pais e mães com responsabilidade deixam de ter uma fonte de rendimento, resta-nos agora dar o benefício da dúvida a empresa e aguardar pelas indemnizações porque há aqui gente com 18, 19 anos de casa'', anuncia Kim Alves .

Do ponto de vista da lei, alguns juristas colocam algumas questões sobre este processo de encerramento do Semanário Angolense.

O jurista Antonio Ventura diz que existem alguns pressupostos legais a cumprir pelas empresas antes de decretarem falência, o que, segundo Ventura, é da competência dos sócios da empresa com verificação do tribunal.

Fonseca Bengui, jornalista e também jurista, diz que nada impede os proprietários de uma empresa decretar o fecho da mesma só que deve pagar o que deve aos trabalhadores e aos credores.

''Em princípio, não há nenhum impedimento legal se a empresa já não quer continuar não pode ser obrigada a manter o jornal, mas o que não deve nem pode é deixar de pagar o que deve aos trabalhadores indemnizações", justificou.

Luísa Rogério, antiga secretária-geral, diz que é uma situação angustiante par os jornalistas e para sociedade porque é menos um bloco na edificação da democracia que se pretende em Angola.

''A liberdade de imprensa e de expressão são pilares básicos da democracia, o encerramento destes títulos deixa órfãos a nossa já débil democracia'', lamenta Rogério.

O grupo Media Invest, dono do Semanário Angolense, é uma sociedade anónima, pressuposto que contraria a lei, segundo os juristas contactados, porque as empresas detentoras de órgãos de comunicação social não devem estar sob sociedade anónima.

Por outro lado, fontes próximas ao jornal A Capital diz que esta publicação segue o mesmo caminho, mas não há ainda nenhuma informacao oficial do grupo proprietário do jornal.

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