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Sem dó, nem canudo - estudantes angolanos na Ucrânia em risco de deportação


Estudantes angolanos na Ucrânia

Estudantes angolanos na Ucrânia

INAGBE não paga subsídio de bolsa há seis meses. Estudantes passam dificuldades para terminar licenciatura

O sonho de sair do país e voltar com o canudo é um sonho comum à maioria dos jovens.

Num país como Angola, onde todas as janelas são de oportunidade o diploma é a garantia de uma vida melhor, mas nem sempre é fácil de alcançar. O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas - INAGBE - é a solução para muitos estudantes.

O INAGBE atribui bolsas de estudo para dentro e fora de Angola. Os destinos podem ser diversos, do Brasil a Espanha, de Portugal a França ou à Malásia, da Rússia à Ucrânia.

Uma vez o país escolhido, a sorte e a dedicação tratarão do resto.

Mas pode ser que a dedicação sucumba à pouca sorte de ir estudar para um país que entre em conflito armado, passe por uma crise económica e ficar sem receber o subsídio de bolsa há quase meio ano.

Esta é a história de 70 estudantes angolanos na Ucrânia, bolseiros do INAGBE, sua maior parte a terminar os cursos de licenciatura, alguns já foram deportados, outros em risco de sê-lo a qualquer momento sem dó, nem canudo.

Estudantes angolanos na Ucrânia

Estudantes angolanos na Ucrânia

A bolsa do INAGBE é paga de dois em dois meses e, segundo Bartolomeu Conde Chocolate, são cerca de 700 dólares americanos. Bartolomeu conta que pagou do seu bolso para que colegas pudessem ser acolhidos no seu dormitório universitário, mas "o dinheiro não chega para mais de uma semana".

Dormitório dos estudantes angolanos na Ucrânia.

Dormitório dos estudantes angolanos na Ucrânia.

Os estudantes lembram também que apenas lhes faltam seis meses de aulas e apelam à instituição que olhe e resolva a situação em que vivem.

Numa entrevista/ debate à Rádio Nacional de Angola, Manuela Pinto, directora geral-adjunta do INAGBE disse que os estudantes não entraram em contacto com a instituição e que quem quer ficar na Ucrânia, apenas tem que fazer uma exposição por escrito e enviar o seu aproveitamento escolar anual.

Wilson Bengue, outro bolseiro do INAGBE, que tentou vários encontros com o director Moisés Kafala Neto, conta uma história diferente.

Oiça a entrevista com Bartolomeu Conde Chocolate e Wilson Bengue, ambos na Ucrânia neste momento:

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