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Segurança no Brasil volta a ser questionada

  • Patrick Vaz

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Governo pagou apenas 1 por cento do previsto para prevenção de incidentes e combate ao terrorismo.

A segurança no Brasil volta a ser questionada após uma denúncia ter sido feita poucas horas depois de o Governo prometer fortalecer o esquema de segurança para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, em função dos últimos atentados terroristas ocorridos em Paris, na França.

Um levantamento realizado pela organização não governamental Contas Abertas revela que o Governo pagou apenas 1 por cento do previsto para prevenção de incidentes e combate ao terrorismo.

Dos 65 milhões de reais disponibilizados, metade desse valor foi empenhado, ou seja, são despesas que já estão comprometidas. Mas até agora o Governo só pagou efectivamente 762 mil reais.

A organização também mostra com base no sistema do tesouro nacional que o Brasil pretende gastar 500 milhões de reais com a segurança para as Olimpíadas.

Desse total, 302 milhões já foram disponibilizados do orçamento neste ano, porém apenas 7 por cento desse montante foram gastos até hoje.

Em entrevista à Rádio CBN, o diretor da Contas Abertas, Gil Castello Branco, disse que o Governo deveria ter agilizado o pagamento dos recursos liberados apesar do contingenciamento.

“É preciso que se agilize a liberação de recursos e que tenha uma integração muito forte entre a União, Estados e a Prefeitura do Rio de Janeiro para que esses recursos sejam efetivamente empregados em prol da segurança. Creio que o plano já está estabelecido, portanto agora é executar aquilo que já estava planejado e se cogitar sobre a necessidade ou não de se ampliar esses recursos com novas iniciativas em função da gravidade dos fatos que vimos recentemente na França”, ressaltou.

Além desses recursos destinados para a prevenção contra possíveis actos terroristas, o Governo prevê mais gastos com materiais e equipamentos para operações de inteligência, policiamento ostensivo, capacitação dos profissionais, estruturas móveis e segurança nos estádios públicos.

O Ministério da Defesa não se pronunciou se o Governo pretende agilizar o pagamento de recursos para o combate ao terrorismo.

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