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Segunda volta da eleição presidencial abre crise política em São Tomé e Príncipe

  • Óscar Medeiros

Manuel Pinto da Costa, Presidente e candidato, e Patrice Trovoada, primeiro-ministro

Manuel Pinto da Costa, Presidente e candidato, e Patrice Trovoada, primeiro-ministro

Presidente da República e candidato e Governo explicam seus pontos de vista ao corpo diplomático.

São Tomé e Príncipe vive momentos de grande tensão política após a divulgação dos resultados definitivos da eleição presidencial de 17 de Julho.

Apesar de ter dito que não participará na segunda volta da eleição, o actual Presidente da República, o segundo candidato mais votado na primeira volta, insiste na destituição da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) e deixa um aviso aos tribunais.


Apesar de ter dito que não participará na segunda volta da eleição, o actual Presidente da República, o segundo candidato mais votado na primeira volta, insiste na destituição da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) e deixa um aviso aos tribunais.

Perante o clima de tensão política que se instalou no país, Pinto da Costa convocou hoje os membros do corpo diplomático acreditados no país para explicar as razões da sua desistência da segunda volta das eleições e fez um aviso aos tribunais para que a apreciação do processo de impugnação se faça com isenção.

Essas declarações vêm na sequência do discurso do presidente do Tribunal Constitucional que, na segunda-feira, afirmou não ter visto qualquer irregularidade no processo eleitoral.

Pinto da Costa foi mais longe e avisou que poderá estar em causaa consolidação do regime democrático.

Por seu lado, a antiga primeira-ministra Maria das Neves, a terceira candidata mais votada na primeira volta, acusou o presidente do Tribunal Constitucional de falta de isenção.

O Governo, através do ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Salvador dos Ramos também reuniu-se também nesta quarta-feira, 27, com os representantes do corpo diplomático acreditado em São Tome e Príncipe para lhes dar igualmente a conhecer a sua posição sobre o processo eleitoral que reiterou ter sido justo, livre e transparente.

O Executivo considera também que enquanto o Tribunal Constitucional não formalizar a desistência do candidato Manuel Pinto da Costa, a segunda volta será disputada entre os candidatos Evaristo Carvalho e o Presidente cessante.

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