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Secretária de Políticas para as Mulheres indigitada por Michel Temer é investigada por corrupção

  • Redacção VOA

Michel Temer, Presidente interino do Brasil

Michel Temer, Presidente interino do Brasil

Antiga deputada é apontada como tendo desviado cerca de 1,3 milhões de dólares para empresa fantasma.

A ex-deputada Fátima Pelaes, indicada pelo Presidente interino brasileiro Michel Temer para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres, é citada numa investigação do Ministério Público Federal como tendo participado numa "articulação criminosa" para desviar quatro milhões de reais (1,3 milhões de dólares) das suas propostas parlamentares.

Notícia divulgada nesta sexta-feira, 3, pelo jornal Folha de São Paulo diz que um relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) dá mais detalhes da suspeita de envolvimento dela no esquema desmantelado pela Operação Voucher, em 2011.

Na época, o nome de Pelaes foi citado no escândalo ligado a uma organização não governamental fantasma que havia assinado um contrato com o Ministério do Turismo dois anos antes.

A nomeação de Pelaes para a Secretaria das Mulheres, vinculada ao Ministério da Justiça, está prevista para ocorrer nos próximos dias, tendo já participado em reuniões com o Presidente interino Michel Temer.

O inquérito aberto em 2013 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi devolvido à justiça federal do Amapá no ano passado depois que Fátima Pelaes deixou de ser deputada, mas os autos continuam em andamento.

Aquele jornal paulista escreve que nos autos está o pedido de abertura da investigação feito pelo PGR, em que Roberto Gurgel afirma que “toda essa articulação criminosa contou com a participação da deputada federal Fátima Pelaes, que constantemente se reunia com servidores do Ministério do Turismo para agilizar o desbloqueio de verbas do contrato”.

Pelaes, de acordo com a investigação, indicou uma organização não governamental fantasma chamada Ibrasi para receber 4 milhões de reais (1,3 milhões de dólares), mas que quatro depoimentos a apontaram como sendo beneficiária de parte do dinheiro.

Em declarações ao jornal, Pelaes disse “confiar no trabalho da justiça” e que está tranquila de que “tudo será esclarecido”.

A confirmar-se a sua nomeação, Fátima Pelaes seria o terceiro membro do Governo Temer apontado em investigações de corrupção.

Romero Jucá, ministro do Planeamento, e Fabiano Silveira, ministro brasileiro da Transparência, Fiscalização e Controle, deixaram o Governo depois da divulgação de conversas mantidas em torno da operação Lava Jato.

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