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Seca obriga autoridades a restringir uso de água em Maputo

  • Francisco Júnior

Em Março poderão ser anunciadas medidas duras.

A seca que persiste em Moçambique vai forçar autoridades a restringir fornecimento de água na província de Maputo.

Em Março, o assunto será discutido num encontro entre responsáveis do sector e os principais utilizadores da água do Rio Umbeluzi e da que é produzida pela Barragem dos Pequenos Libombos.

Para já, sabe-se que, numa primeira fase, a agricultura será a principal área afectada por essas medidas restrictivas.

Rute Namucho, Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos

Rute Namucho, Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos

No Norte de Moçambique, já se sabe, o problema do excesso de chuva, enquanto, paradoxalmente, no sul, o inverso, é seca mesmo.

Enquanto isso, na zona meridional de Moçambique, há três grandes barragens: duas na província de Maputo e uma na de Gaza.

Por causa da falta de água, as autoridades tiveram mesmo que dar ordens para se parar com a produção de energia eléctrica, diz Rute Namucho, da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos, para quem a quantidade de água que existe na albufeira de Corumana não é suficiente para aguentar até à próxima época chuvosa, o que pode ser dramática.

Pequenos Libombos fornece água às cidades de Maputo e Matola e à vila municipal de Boane, mas o Rio Umbeluzi, embora não esteja seco, está a registar caudais extremamente baixos.

Por isso, as autoridades do sector estão a pensar em impor restrições no fornecimento de água.

Rute Namucho, disse ser importante ressalvar que as medidas restritivas não serão introduzidas de forma abrupta e que os utentes serão avisados atempadamente.

O assunto será discutido em Março numa reunião na qual estarão presentes, entre outros técnicos, os representantes da área operacional da Barragem dos Pequenos Libombos e os principais beneficiários da água do Umbeluzi.(

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