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São Tomé: Presidente e ADI trocam acusações

  • Óscar Medeiros

Manuel Pinto da Costa, Presidente de São Tomé e Príncipe

Manuel Pinto da Costa, Presidente de São Tomé e Príncipe

Novo governo ainda por formar

A Acção Democrática Independente de Patrice Trovoada acusou o presidente Pinto da Costa de continuar a agir “como se estive num regime de partido único”.




A ADI respondia a acusações do presidente segundo o qual Trovoada, enquanto primeiro ministro do governo que caiu recentemente no parlamento, tinha provocado “coluntáriamente e com premeditação” a crise que afecta o país.

O presidente, lê-se num comunicado da ADI, “revelou uma profunda ignorância da constituição da República”.

A ADI disse não ter havido evolução no modo de pensar e agir do presidente “como muitos acreditaram durante a campanha eleitoral”.

Para este patido São Tomé faz face a “uma profunda crise política institucional e de valores” que o presidente não quer vêr “porque não quer resolver”.

O chefe de estado são tomense nomeouou ontem Gabreil da Costa como primeiro-ministro depois de ter rejeitado o nome de Patrice trovoada, presidente da ADI, demitido do cargo de primeiro-ministro por decreto presidencial depois da aprovação no parlamento de uma moção de censura ao seu governo.

Gabriel costa conta com apoio das três formações políticas da oposição nomeadamente o MLSTP/PSD, PCD e MDFM/PL.

A ADI disse que vai continuar a lutar pelo respeito da constituição.

Anteriormente o presidente Pinto da Costa tinha defendido a sua decisão afirmando ser “a única solução constitucionalmente possível parassem recurso a eleições resolver esta crise artificialmente criada”.

Pinto da Costa acusou Patrice Trovoada de ter provocado "voluntariamente, e com premeditação", a crise que afeta o país, "tendo em vista fins meramente políticos e interesses partidários".

O chefe de Estado explicou que, durante os encontros que teve com o ex primeiro-ministro e líder do partido Acção Democrática Independente (ADI), não encontrou "um comportamento baseado na responsabilidade e sentido de Estado que a situação do país exige".

"Apenas fui confrontado com atitudes de intransigência, arrogância e até falta de respeito para com um chefe de Estado eleito democraticamente por sufrágio directo e universal há pouco mais de um ano, atitude essas que inviabilizaram uma solução rápida para a crise, em estabilidade, continuidade e com um mínimo de custos para o país", sublinhou Pinto da Costa.

Referindo-se às exigências do ADI de convocação de eleições legislativas antecipadas, o Presidente são-tomense lembrou que a marcação de eleições é uma competência exclusiva do chefe de Estado, mediante procedimentos constitucionalmente previstos.

O chefe de Estado considerou ainda que, "qualquer cidadão responsável, com bom senso e preocupado com o futuro do país, sabe que mesmo realizando eleições não há garantia de que da vontade popular resulte uma composição parlamentar diferente à que existe atualmente, o que significaria que, passado alguns meses, o país estaria na mesma situação em que se encontra, com a agravante dos custos resultantes de uma consulta popular numa situação económica tão difícil".

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