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São Tomé: Ausência da polícia causa problemas

  • Óscar Medeiros

Em São Tomé e Príncipe, perante o caos instalado com a falta de policiamento nas ruas, a população não esconde a sua indignação

O caos ganha terreno nas ruas da capital de São Tomé e Príncipe. Há quarenta e oito horas que não há patrulhamento policial no país. Pouco a pouco a anarquia e a desordem instalam-se nos principais centros de comércio informal.
A ausência de autoridade nas ruas surge na sequência da decisão do tribunal da primeira instância que condenou na terça-feira passada dois agentes da polícia nacional a dois anos de prisão efetiva por alegado espancamento de um oficial de justiça que conduzia uma motorizada do estado sem qualquer documentação.

No final do julgamento, um grupo de polícias presente no tribunal não acatou a sentença do juiz e impediu que os colegas condenados fossem conduzidos à cadeia central. Horas depois o Comando Distrital da Polícia de Água-grande saiu em defesa dos seus agentes, e a resposta do Supremo Tribunal de Justiça também não se fez esperar.

No meio do caos instalado com a falta de policiamento nas ruas, a população não escode a sua indignação perante os acontecimentos marcados por tiroteio nas imediações do tribunal da primeira instância. É mais um caso que põe em causa o estado de direito em São Tomé e Príncipe.
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