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Salman Rushdie alerta para novas ameaças à liberdade de expressão


Rushdie Salman

Rushdie Salman

A violência contra escritores e uma ideia distorcida de correcção política representam novas ameaças à liberdade de expressão no Ocidente, afirmou o romancista Salman Rushdie, ontem em Frankfurt, na Alemanha.

Segundo a Reuters, Rushdie, que foi ameaçado de morte pelo regime iraniano em 1989 por causa de seu livro “Os Versículos Satânicos”, considerado blasfemo por muitos muçulmanos, disse que não esperava que a liberdade de expressão voltasse a ser atacada novamente a tal ponto no mundo ocidental.

“Parece-me que a batalha pela liberdade de expressão foi vencida 100 anos atrás”, disse o também ensaísta, de 68 anos, a uma plateia na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, sob forte esquema de segurança.

“O facto de que tenhamos que continuar esta luta é o resultado de uma série de fenómenos lamentáveis e mais recentes,” disse.

No ano passado, Rushdie condenou publicamente o assassinato de 12 pessoas na redacção do semanário satírico francês Charlie Hebdo.

Rushdie, britânico-indiano, ficou escondido durante anos após a fatwa (sentença de morte) de 1989 do então líder iraniano, aiatolá Ruhollah Khomeini, voltou a frequentar eventos públicos nos últimos anos e está na Feira Frankfurt para divulgar seu novo livro.

Na sequência, o Ministério da Cultura do Irão cancelou a sua participação na popular feira por causa da presença de Rushdie. E esta semana, a Arábia Saudita protestou contra uma nova tradução tcheca de “Os Versículos Satânicos”.

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