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Salários de professores atrasados na República Democrática do Congo

  • Redacção VOA

Sala de aula na República Democrática do Congo (Foto:Reuters)

Sala de aula na República Democrática do Congo (Foto:Reuters)

Alguns professores abandonam a profissão.

Na República Democrática do Congo, muitos professores passam meses sem salários. Em áreas remotas, os salários são distribuídos pela Caritas, uma organização gerida pela Igreja Católica, que na opinião de alguns políticos e professores não faz bom serviço.

Na última sessão do Parlamento da República Democrática do Congo, terminada semana passada, o deputado da oposição, Fabian Mutomb pediu um inquérito sobre o que chamou zonas cinzentas dos salários dos funcionários públicos.

Entre elas, apontou o contrato entre o governo e a Caritas, que distribuiu os salários dos professores nas zonas do país sem bancos. Mutomb defende que os governos locais deveriam ser responsáveis pelo pagamento de salários.

Um porta-voz da organização de professores, em Goma, Jean-Luc Ndailitse, disse à VOA que os seus colegas estão insatisfeitos com o desempenho da Caritas. Nesta província há professores sem salários nos últimos dois meses.

Ndalitse sugeriu duas propostas: “Ou a Caritas melhora o seu serviço para que os professores sejam pagos a tempo ou desiste do contrato, e o Governo volta a colocar bancos para que os professores recebam a tempo”.

Em Rutshuru e Lubero, os professores não recebem salários há mais de quatro meses, porque as viaturas da caritas foram atacadas por bandidos. A organização declina a responsabilidade.

A Caritas informou que, em um ano e meio, a perdeu 130 mil dólares americanos em assaltos. O valor inclui salários de professores.

Além da insegurança, tem havido problemas administrativos. A VOA soube que a Caritas e o Governo por vezes discutem sobre os altos custos de transporte de valores e não chegam a acordo sobre quem deve cobrir.

Na sequência desta situação, alguns professores desistem.

“Tinha sempre promessas de salário. Quando terminava um ano diziam que salário será no ano seguinte”. Habimana fartou-se de esperar em vão e procurou outros caminhos.

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