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SADC declara eleições no Zimbabué geralmente credíveis


Eleitores zimbabueanos

Eleitores zimbabueanos

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC, declarou as eleições de 31 de Julho livres e na generalidade credíveis, mas que algumas irregularidades colocam dúvidas sobre a justiça das mesmas.

As eleições deram a vitória e a reeleição do presidente de longa data, Robert Mugabe, com mais de 60% dos votos. Ana Guedes
O Ministro dos negócios estrangeiros da Tanzânia, Bernard Membe, chefiou a missão de observadores da SADC. Membe diz que a missão ficou satisfeita com a forma como a comissão eleitoral zimbabueana geriu o processo de votação.
“As eleições no Zimbabué foram na generalidade credíveis. Em nome de toda a SADC elogio a comissão eleitoral e o povo do Zimbabué por terem levado a cabo um escrutínio livre, pacifico e na generalidade credível e harmonioso no qual a vontade do povo ficou suficientemente expressa.”
Os resultados permitem a Mugabe prolongar os seus 33 anos de poder. Resultados finais mostram que derrotou o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, 61% contra 34% para este ultimo.
O Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de Tsvangirai recusou reconhecer os resultados eleitorais, afirmando que a comissão eleitoral manipulou a eleição a favor de Mugabe de 89 anos de idade.
O chefe da missão observadora da SADC disse, todavia, que era difícil declarar as eleições no Zimbabué como justas devido à forma tendenciosa de cobertura por parte da imprensa estatal e porque a comissão nacional eleitoral não divulgou as listas dos eleitores aos candidatos dentro do período exigido por lei.
Todavia, parece que a SDAC não irá tentar anular o resultado eleitoral, o que significará que Mugabe a o seu partido ZANU-PF continuarão a controlar o Zimbabué nos próximos 5 anos.
O ministro dos estrangeiros tanzaniano indicou que a SADC irá trabalhar com as nações ocidentais no sentido de levantarem as sanções impostas ao presidente Mugabe e à liderança da ZANU-PF. Os dirigentes zimbabueanos tem pressionado ao levantamento das sanções financeiras e de viagens, impostas por alegada manipulação eleitoral e abusos dos direitos humanos.

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