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SADC: Países membros de costas voltadas

  • Agostinho Gayeta

Líderes da SADC reunidos na Cimeira de Joanesburgo

Líderes da SADC reunidos na Cimeira de Joanesburgo

É necessário que se ultrapasse a heterogeneidade dos países da região para o alcance das metas comuns

Nos últimos meses foram três as reuniões mal sucedidas, organizadas pela SADC. Analistas angolanos apontam entre as razões: questões económicas e desinteligência dos Estados, falta de empenho e de visão estratégica e de política comuns dos chefes de estado da região austral do continente africano. A opinião de políticos sobre algumas cimeiras da SADC mal sucedidas e que visavam uma maior integração dos países membros da Região austral do continente africano.Neste debate participam o jurista e analista político Alexandre Sebastião André; Alice Dombolo, presidente do Comité Executivo do Fórum Parlamentar da SADC; e Vicente Pinto de Andrade, Político e Economista.

Nas últimas cimeiras da SADC realizadas em diversos países do continente a tónica dominante foram os planos de acção regional e as alianças estratégicas para o cumprimento de alguns objectivos comuns.

Analistas angolanos dizem não haver razões para falta de consensos nas discussões sobre a criação de um tribunal regional, na cimeira realizada na cidade de Windhoek, capital namibiana, assim como a constituição de um mercado regional comum, que foi o ponto forte da cimeira dos chefes de estado, que aconteceu na África do Sul, e para o último caso a criação do parlamento regional da SADC. Uma decisão que se viu adiada para Novembro, na 29ª Assembleia do Fórum Parlamentar da SADC que aconteceu na província da Huíla, em Angola sob o lema Rumo ao Parlamento Regional.

A deputada Alice Dombolo a Presidente do Comité Executivo do Fórum Parlamentar da SADC pensa que sobre o parlamento regional muito já se avançou. Para ela, ainda não se pode falar de insucesso para a sua constituição. A deputada entende que o Parlamento regional é um processo em curso.

A Deputada à Assembleia nacional pelo partido no poder em Angola, afirmou que os passos marcados rumo ao parlamento regional são seguros e os consensos cada vez mais evidentes, mas nem por isso será decidido na próxima cimeira dos chefes de estado, programada para Novembro próximo.

Sobre o assunto, o Jurista e analista Alexandre Sebastião André pensa que o grande problema para muitos países da região tem a ver com questões relacionadas com a desinteligência dos estados, que não cumprem as metas traçadas.

O político pensa que a criação destas instituições faz parte do plano regional de integração do continente. Para ele a criação do parlamento da SADC seria um dos pressupostos para o surgimento de um parlamento africano.

Quanto a criação de um mercado livre na SADC o Político Vicente Pinto de Andrade diz haver falta de empenho e de visão estratégica, bem como de políticas comuns dos líderes da região sobre a integração dos países da comunidade.

Para Vicente Pinto de Andrade não se pode falar de integração regional, mercado comum, nem cooperação estratégica enquanto alguns países continuarem a colocar obstáculos na livre circulação de pessoas e bens nos seus estados. O economista cita como exemplo o caso de Angola e da África do Sul;

O analista Alexandre Sebastião André julga ser necessária que se ultrapasse a heterogeneidade dos países da região para o alcance das metas comuns da SADC.

A opinião de políticos sobre algumas cimeiras da SADC mal sucedidas e que visavam uma maior integração dos países membros da Região austral do continente africano.

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