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Angolanos mal preparados para eleições do próximo ano


Sergio Kalundungo, director da ADRA, e um dos participantes na mesa redonda semanal da VOA sobre Angola, esta semana dedicada ao processo eleitoral de 2010

Sergio Kalundungo, director da ADRA, e um dos participantes na mesa redonda semanal da VOA sobre Angola, esta semana dedicada ao processo eleitoral de 2010

Sociedade civil angolana receia que os eleitores não compreendam que, ao eleger os deputados nas legislativasde 2012 estarão, também, a eleger o Presidente.

Jan 29 2011 - Mais de oito milhões de angolanos vão votar nas eleições gerais, previstas para o próximo ano de 2012. Alguns actores da sociedade civil manifestam receios sobre os preparativos para esse acto eleitoral.

Não se trata tanto de aspectos logísticos, como do desconhecimento de grande parte da população votante do novo quadro jurídico que vai reger o pleito.

É que, na escolha de deputados, os angolanos vão eleger ao mesmo tempo o Presidente da República e não é certo que o cidadão eleitor vá receber formação cívica suficiente para ae aperceber das alterações.

Quanto ao ambiente político, agentes da sociedade civil consideram que a comunicação social, sobretudo pública, tem feito pouco relativamente ao seu papel de informar com verdade, diversidade e equilíbrio.

Sérgio Kalundungo, director da ONG angolana ADRA, crê que as eleições de 2008 "provaram que não há nenhuma ideia política pela qual valha a pena morrer ou matar".

Mas, dito isso, também se apercebe de que "o acesso à informação não é tão plural" como se gostaria. O cidadão tem pouco acesso à informação, e "miutos dos nossos partidos apresentam muito poucas propostas. Eles devem passar do protesto à proposta", disse Kalundungo.

Acrescenta que "há muito pouco diálogo na construção das propostas politicas que vamos receber nas eleições. No período elçeitoral aparecerão as propostas comstruidas no interior do partido sem consulta às populações, denotando uma dissiociação entre o cidadão e a política partidária."

A educação cívica dos cidadãos não está a merecer, pelo menos por agora, a mesma atenção que mereceu no acto eleitoral de 2008, onde segundo Luis Jimbo, do Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia, a ideia foi retirar da maioria dos adultos os traumas da guerra pós eleitoral de 1992.

Em 2012, os desafios são outros, nomeadamente o de integrar a sociedade civil, em pleno, no processo pol+itico e eleitoral.

Ouça esta mesa redonda na VOA, clicando na barra no cimo deste texto, ou na que está já na linha abaixo.

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