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Vladimir Putin anuncia retirada militar da Síria

  • Redacção VOA

Vladimir Putin

Vladimir Putin

O presidente da Rússia ordenou nesta segunda-feira, 14, ao Ministério da Defesa que inicie a retirada das suas forças da Síria a partir de amanhã por considerar que o objectivo da missão foi alcançada.

"A tarefa que encomendei ao Ministério da Defesa e às Forças Armadas foi cumprida e, portanto, ordenei o ministério da Defesa que a partir de amanhã comece a retirada da maior parte dos contingentes militares da República Árabe da Síria", declarou Vladimir Putin, revelando que a decisão foi tomada de acordo com o Presidente sírio Bashar al-Assad.

As tropas da Rússia ajudavam o Governo sírio a combater militantes do Estado Islâmico, mas os países ocidentais e organizações não governamentais disseram que também bombardeavam posições dos rebeldes que lutam contra o ditador.

“O trabalho dos nossos militares criou as condições necessárias para lançar o processo de paz”, afirmou Putin depois de ter estado reunido no Kremlin com os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

Esta manhã o chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond, tinha apelado ao Presidente russo para que use a sua influência na Síria no sentido de garantir o fim das hostilidades e o cumprimento do cessar-fogo, negociado a nível internacional.

“Esperamos que Putin, que apoiou Bashar al-Assad com grandes quantidades de recursos militares e com um compromisso político, possa exercer controlo sobre Assad. Neste momento, não parece ter controlo sobre Assad”, afirmou, em Bruxelas, Philip Hammond.

O conflito sírio, que começou em 15 de Março de 2011, com protestos pacíficos reprimidos violentamente, tornou-se uma complexa guerra com um grande número de atores locais e internacionais envolvidos.

Desde então, mais de 270 mil pessoas morreram e milhões fugiram de suas casas, provocando, por extensão, uma crise migratória na União Europeia.

A decisão de Putin foi anunciada no dia em que o Governo sírio e a oposição retomaram negociações indirectas em Genebra para tentar acabar com a guerra civil que arrasa o país, embora as divergências permaneçam enormes.

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