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RSF diz que liberdade de informação em Angola deixa muito a desejar

  • Sósimo Leal

Relatório dos Repórteres Sem Fronteira denuncia “ligeira degradação global” da liberdade de imprensa no mundo.

Um relatório mundial sobre a liberdade de imprensa no mundo da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) hoje publicado revela que Angola melhorou sete lugares em relação ao ano anterior mas continua no grupo de "Países em situação difícil".


Contudo a responsável pela região África dos Repórteres Sem Fronteiras diz que esta melhoria não reflecte a realidade interna do país, mas sim a uma comparação com os países vizinhos.

O relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteira coloca Angola na 124a. posição quando no ano passado tinha ficado no 132o. lugar. Uma tendência positiva que muitos podem considerar de surpreendente.

Clea Sribé, responsável pelo Bureau África dos Repórteres Sem Fronteiras, explicou: “Em Angola, assistimos uma subida de sete pontos ainda que a nota cifrada represente um crescimento fraco, o que faz com que poderíamos atribuir este aumento a evolução da situação dos países em torno de Angola que propriamente a uma melhoria no interior do país”.

Sibrè fez notar que no ano passado houve mesmo um endurecimento das acções das autoridades contra jornalistas.

“O que constatamos também em Angola é o recurso ao famoso delito de difamação que foi usado de forma frequente e talvez mesmo contra a lei para tentar manter um certo controlo sobre os medias quando abordam questões que não agradam ao presidente dos Santos”, concluiu.

No relatório deste ano, a organização Repórteres Sem Fronteiras diz que a liberdade de imprensa foi agravada nos países em conflito como o Mali ou a República Centro Africana, mas também em países democráticos que ainda e de acordo com a mesma organização recorreram ao “abusivo argumento de segurança”, como os Estados Unidos, por exemplo.

Os RSF consideram ter havido uma “ligeira degradação global” no mundo em relação ao ano passado.
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