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Rio + 20 começa com ausência de nomes importantes e propostas concretas


Líderes mundiais participam da Rio+20

Líderes mundiais participam da Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável vai ter dez dias de debates envolvendo representantes de 198 países.

Rio + 20

A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável foi aberta oficialmente, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 13. Ao todo, serão dez dias de debates envolvendo representantes de 198 países.

A organização do evento reúne 1200 voluntários e um esquema de segurança com mais de 15 mil policiais e militares. Cerca de 70 mil visitantes são esperados, no Rio de Janeiro, entre diplomatas, jornalistas, empresários, políticos, ativistas e representantes de povos indígenas.

Estão previstos cerca de 1000 debates oficiais e eventos paralelos. O ponto alto da Rio +20 acontece a partir do dia 20 de Junho, quando os chefes de estado chegam ao Brasil para a Conferência.

A proposta desse evento das Nações Unidas no Brasil é unir chefes de estados, líderes e representantes de Organizações Não Governamentais para discussões sobre o grande desafio mundial: conciliar o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e a redução pobreza.

A presidenta brasileira Dilma Rousseff fala sobre qual deve ser o pensamento central de todos envolvidos na Rio +20. “É possível ter um país que se desenvolva economicamente, que cresça e inclua sua população, que seja um desenvolvimento do ponto de vista social, com justiça, e que, ao mesmo tempo, respeite o meio ambiente. É esse o grande desafio dessa conferência Rio+20”.

Para o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, a partir desta quarta-feira, o Brasil vai ter que trabalhar muito em busca dessa redefinição do que se entende por progresso econômico.

“Progresso é apenas taxa de crescimento do PIB, segundo fatores econômicos? Ou existe progresso dentro da persistência dos atuais padrões de produção e consumo? Existe possibilidade de progresso com um bilhão de pessoas que não se alimentam adequadamente, com as assimetrias e desigualdades?”.

O presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio +20 e do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, o senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, destaca o mesmo ponto.


“Deveríamos, sem esquecer a diplomacia, ter o enfoque central de como fazer a política externa para levar o mundo a entender que esse progresso que tem 200 anos medido pelo PIB não é capaz de dar resposta à humanidade”, afirma.

O evento é marcado por polêmicas em diversas áreas. A primeira delas é o bombardeio de declarações de especialistas da área do meio ambiente prevendo um resultado vazio para a Rio +20, devido à falta de propostas focadas e concretas.

A lista de convidados também gera comentários. Sem as presenças do presidente norte-americano Barack Obama, a chanceler Alemã Angela Merkel, o primeiro ministro inglês David Cameron evento no Rio será palco, sobretudo, dos líderes dos Brics que já confirmaram presença.

No caso dos Estados Unidos, a delegação americana na Rio+20 será chefiada pela secretária de Estado, Hillary Clinton. Serão 11 membros do governo, incluindo a responsável pela Agência de Proteção Ambiental, cargo equivalente ao de ministra do Meio Ambiente, Lisa Jackson.


Mas, a lista de convidados não gera polêmica somente pelas ausências. A confirmação do nome do ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também provocou repercussões. Assim que o nome dele foi confirmado para a Rio + 20 começaram as manifestações. Organizações judaicas de direitos humanos pedem a governantes que "rejeitem acordos bilaterais" com o ditador iraniano e que "abandonem o recinto" quando ele falar.

Antes mesmo da Conferência, outra polêmica cercou o evento. Os preços abusivos das hospedagens dos hotéis no Rio de Janeiro levaram parte das delegações do Parlamento Europeu a desistir da participação na Rio +20.

O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, chegou a dizer que concordava com o gesto dos europeus de protesto contra a postura absurda da rede hoteleira no Rio de Janeiro.

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