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Reviravolta indica batalha de duas mulheres pela presidência do Brasil

  • Maria Cláudia Santos

Marina Silva do PSB e Dilma Rousseff actual Presidente do Brasil

Marina Silva do PSB e Dilma Rousseff actual Presidente do Brasil

PSB oficializa Marina Silva no lugar de Eduardo Campos; candidata pode disputar segunda volta com Dilma Rousseff

Está definida a chapa (lista) do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que vai disputar a presidência do Brasil nas eleições que foram marcadas este ano no país por uma reviravolta, com a morte do presidenciável Eduardo Campos.

O PSB oficializa nesta Quarta-feira (20) os nomes de Marina Silva, como candidata à presidência, e do deputado Beto Albuquerque como vice-presidente pelo PSB. A oficialização dos candidatos acontece uma semana depois da morte de Eduardo Campos em acidente aéreo em São Paulo.

A corrida presidencial no Brasil sofre um revés com a entrada da ex-ministra do governo Lula e ex-senadora no lugar de Campos. A disputa que antes, pelo o que indicavam as sondagens deveria ficar focada entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), passa a ter três fortes concorrentes. Além disso, aumentam as chances do comando do país continuar nas mãos de uma mulher.

Marina Silva rompeu com o governo Lula e chegou a criar o partido Rede Sustentabilidade. Mas, com a impossibilidade da legenda se registrar a tempo das eleições deste ano, Marina se aliou ao PSB onde seria a candidata a vice de Eduardo Campos.

Maurício Rands, coordenador do programa de governo de Eduardo Campos, uma das principais pontes entre o PSB e a Rede Sustentabilidade, garante que a nova chapa não altera o programa de governo que já estava pronto.

Especialistas concordam que a morte de Eduardo Campos capitalizou votos para a chapa que acaba de ser formada. O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) admite que o legado de Eduardo Campos vai dar votos para Marina e Beto Albuquerque.

A Presidente Dilma Rousseff já declarou não estar assustada com a concorrente, mas pesquisa divulgada esta semana, pelo Instituto Data Folha, mostra que Marina conta com eleitorado expressivo, 20% das intenções de votos.

No entanto, para a cientista política Elcimara Teles, a candidata do PSB ainda não pode comemorar esses números, obtidos ainda no calor da emoção da morte de um candidato e no contexto de uma exposição do nome dela.

A entrada de Marina parece ter deixando certo que o segundo turno que pode ser travado pela primeira vez na história do Brasil entre duas mulheres. Pela pesquisa do instituto Data Folha, Marina teria chances de ir para uma segunda volta com Dilma e até vencer a petista. De todo jeito, o grande prejudicado, de imediato, é candidato Aécio Neves que pode perder a chance, antes real, de ir para uma segunda volta.

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