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Reunião de quadros do MPLA causa descontentamento em Benguela

  • João Marcos

Escolha de delegados para conferência em Luanda provoca acusações de favoritismo e tráfico de influência

Militantes do MPLA em Benguela manifestaram-se desiludidos com a escolha de delegados para o I Encontro Nacional de Quadros do MPLA que se iniciou nesta quarta-feira em Luanda, reunindo mais de 1.600 delegados durante dois dias.

Na abertura do encontro, o vice-presidente do partido Roberto de Almeida disse que o MPLA deve promover, ao nível do aparelho do Estado, a igualdade de direitos e obrigações e a equidade de oportunidades a todos os quadros nacionais, “independentemente da sua condição política, crença religiosa ou opção ideológica, combatendo todas as formas de discriminação"

Mas em Benguela a escolha de quadros para o encontro deu lugar a insatisfação de militantes do Comité Provincial devido ao que se considera ser tráfico de influência na hora da seleção.

Vários são os militantes do Comité Provincial de Benguela que se sentem excluídos do encontro nacional de quadros do MPLA, afirmando que há gente em Luanda que não se dedica às causas do partido como os excluídos.

Na hora da confirmação do clima de insatisfação, as fontes da VOA, entre as quais membros do Comité Provincial, fizeram de questão de apontar nomes que conformam a lista de escolhidos, caucionada por Isaac dos Anjos, primeiro secretário provincial.

São apontados o empresário Manuel Monteiro, um velho amigo do governador de Benguela, o jurista Branco Lima, o bancário Sandro Santos e a administradora da Catumbela, Filomena Pascoal.

Questionam-se, segundo as fontes, os critérios que determinaram a escolha deste quarteto.

Importa salientar que Manuel Monteiro é candidato a primeiro secretário do Comité de Especialidade de Empresários do MPLA e coordenador da comissão instaladora, surgindo, conforme a crítica, à frente de um processo em que faz o papel de árbitro/jogador.

Tudo isto acontece numa altura em que dezenas de jovens ameaçam deixar a ala da juventude do partido, a Jmpla, por terem visto o administrador do Lobito, Alberto Ngongo, a orientar a vedação do espaço onde jogavam à bola no bairro da Caponte.

Foi mais um conflito de terra que envolveu agentes da Polícia de Intervenção Rápida, tal era o alvoroço gerado pelo diferendo.

Em resposta, os jovens deixaram claro que rasgariam e queimariam todos os cartões de militantes.

Sem gravar entrevista, o administrador municipal limita-se a esclarecer que o terreno, que serviu à juventude durante vários anos, é pertença do Comité Municipal do MPLA.

A VOA procurou obter reacções do secretário para Informação do Comité Provincial, David Naenda, mas sem sucesso

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