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Governante e economista divergem sobre retoma do apoio a Moçambique

  • Ramos Miguel

Ragendra de Sousa acredita no regresso do apoio ao Orçamento de Estado, mas João Mosca defende que, primeiro, os casos da LAM e dívidas ocultas têm de ir aos tribunais.

O vice-ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, afirma que a confiança dos investidores e credores internacionais está a registar, neste momento, níveis satisfatórios de restauração do apoio ao país.

Esta não é, no entanto, a opinião do economista João Mosca para quem enquanto não forem colocados nos tribunais processos relativos à corrupção nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e às dívidas ocultas, dificilmente os doadores vão retomar o apoio ao Orçamento de Estado (OE).

Para Mosca não se pode dizer de forma muito tranquila que os doadores vão retomar o apoio a Moçambique porque até agora não parece existirem acções nesse sentido.

Aquele analista sublinhou que pelas informações que possui pensa que não vai haver retoma do apoio ao OE antes da divulgação dos resultados da auditoria forense que está sendo realizada.

Para João Mosca, mesmo depois desta auditoria, há países que têm como objectivo reduzir ou mesmo deixar de apoiar o OE, independentemente dos resultados da investigação.

Contudo, esta não é a opinião do também economista e vice-ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, para quem, "quando um país recebe investimentos na ordem de biliões de dólares para a exploração de hidrocarbonetos, nesta altura em que a crise financeira assola muitos países, é sinal de recuperação dos níveis de confiança por parte do empresariado em relação a Moçambique".

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