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Renamo volta a atacar civis

  • Simião Pongoane

Analistas consideram haver muito exagero por parte da Renamo, que, por um lado, participa no dialogo politico com o Governo e, por outro, lança ataques armados contra a população civil.

A Renamo voltou a lançar ontem, 3,dois ataques com armas de guerra contra colunas de viaturas da população civil escoltadas pelas forças de Defesa e Segurança no troço entre o Rio Save e a vila de Muxungue, na província de Sofala.

Segundo o porta-voz da Polícia de Sofala, Daniel Macuacua, seis pessoas ficaram feridas nos dois ataques.

Entre os seis feridos estão dois agentes das Forças de Defesa e Segurança.

Entretanto, fontes citadas pela Lusa indicam que nos dois ataques uma pessoa perdeu a vida, mas o porta-voz da Polícia em Sofala não confirma ter havido morto.

Este é o terceiro ataque lançado pela Renamo em cerca de 24 horas, depois de ter anunciado o que considera fim do cessar-fogo que havia declarado na primeira semana do mês passado para permitir o recenseamento do seu líder Afonso Dhlakama, que pretende concorrer como candidato presidencial às eleições de 15 de Outubro próximo.

O reinício dos ataques foi anunciado na Segunda-feira, 2, em Maputo pelo porta-voz de Afonso Dhlakama, Antonio Muchanga, alegando que o Governo está a movimentar militares para assassinarem o líder da Renamo na serra de Gorongosa.

Analistas consideram que há muito exagero por parte da Renamo, que, por um lado, participa no dialogo politico com o Governo e, por outro, lança ataques armados contra a população civil.

Outros vão mais longe e pedem a detenção de António Muchanga por anunciar guerra ou incitar à violência contra o Estado moçambicano.

António Muchanga é, por sinal, membro do Conselho do Estado indicado pela Renamo.

O Presidente Armando Guebuza considera que a atitude da Renamo contraria a constituição e procura desumanizar o homem moçambicano que já sofreu muito com a guerra de 16 anos entre o exército e a Renamo.

O líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama voltou às antigas bases do seu movimento alegando que pretendia exercer pressão sobre o Governo para aceitar a paridade nos órgãos eleitorais, alterando a lei eleitoral.

O Governo acomodou todas as exigências sobre a lei eleitoral, mas o antigo movimento rebelde, transformado em partido político, exige agora a paridade nas chefias das Forças Armadas e de Defesa e Segurança.
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