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Renamo responsabiliza esquadrões da morte por suposto atentado contra líder parlamentar

  • Redacção VOA

Ivone Soares, líder parlamentar da Renamo

Ivone Soares, líder parlamentar da Renamo

Acto terá acontecido a 8 de Setembro em Quelimane.

A Renamo denunciou nesta quarta-feira, 14, em Maputo uma alegada tentativa de assassinato da chefe da sua bancada na Assembleia da República, Ivone Soares e responsabiliza o Governo pelo facto.

Em comunicado lido por por Juliano Ricardo, deputado do principal partido da oposição, no dia 8 de Setembro, pelas 19 horas e 20 minutos locais na cidade de Quelimane, a chefe da bancada parlamentar da Renamo sofreu um atentado contra a sua vida", quando um homem que seguia numa motorizada terá tentado disparar sobre Ivone Soares, na viatura em que a mesma era transportada, acompanhada por dezenas de quadros e militantes da Renamo, a poucos quilómetros do aeroporto de Quelimane, centro de Moçambique.

No entanto, segundo a Renamo, "a arma, de tipo AK-47 encravou".

Ainda de acordo com o comunicado, alguns quilómetros depois da primeira tentativa, uma viatura de marca Toyota, de cor branca, terá supostamente tentado bloquear o veículo em que seguia Soares, para permitir que o homem que seguia na mota consumasse o atentado, mas o motorista do carro que transportava a dirigente conseguiu escapar da alegada emboscada.

"A bancada parlamentar da Renamo repudia e desencoraja quaisquer acções de perseguição e atentados contra quadros e líderes políticos e condena veementemente actos bárbaros com vista a silenciar as vozes dos partidos da oposição, como forma de eliminar a democracia em Moçambique", disse Juliano Ricardo, para quem, e de acordo com a Renamo, o atentado contra Ivone Soares é "obra de esquadrões de morte e enquadra-se numa campanha de obstrução da actividade da oposição", que em nada contribuiu para a paz e reconciliação em Moçambique.

Não há ainda qualquer reacção do Governo.

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