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Renamo quer debate sobre distribuição de riqueza em Moçambique

  • William Mapote

Minas de Carvão em Tete/Moçambique

Minas de Carvão em Tete/Moçambique

O principal partido da oposição entende que o governo tem estado a ludibriar os moçambicanos.

A Renamo, vai solicitar ao governo moçambicano esclarecimentos sobre os critérios de distribuição da riqueza nacional, que resulta da exploração dos recursos naturais.


O principal partido da oposição entende que o governo tem estado a ludibriar os moçambicanos, alegando não haver ainda rendimentos, na medida em que recursos como o gás natural e o carvão mineral, em particular, ainda não entraram na sua fase efectiva de produção, enquanto membros da “nomenklatura” governamental estão a “enriquecer” à custa destes recursos.

“Ao elegermos este tema para o pedido de informação ao governo pretendemos despertar a todos para o uso correcto das nossas riquezas, sem violação do direito das comunidades rurais, sem usurpação das suas terras, prejudicando camponeses, oleiros, criadores de gado, etc.”, disse a líder da Renamo no parlamento, Maria Angelina Enoque.

A Renamo disse que uma das ideias por detrás deste assunto, é denunciar a existência de “grupos do poder político a governar” que se aliam aos megaprojectos, tirando dividendos económicos e “excluindo grande parte dos moçambicanos”.

Segundo a mesma fonte, existem pessoas ligadas ao governo e ao Estado que “tomam o controlo das regiões mais ricas do país, instituídos corredores de desenvolvimento para usurpar terras, o único património secular das comunidades”.

A bancada da Frelimo, partido que suporta o governo, defende que as acusações da oposição são infundadas e especulativas, e que certamente terão a devida resposta do executivo.

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