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Renamo não abandona negociações com o Governo

  • Redacção VOA

Jeremias Pondeca

Jeremias Pondeca

Presidente da República quer esclarecimento da morte do chefe da delegação da Renamo.

A Renamo reiterou que não vai abandonar as negociações de paz, inicialmente previstas para serem retomadas nesta segunda-feira, 10, mas já adiadas pelo mediador Mário Rafaelli.

A garantia foi dada em conferência de imprensa pelo porta-voz do partido, António Muchanga, dois dias depois do membro do Conselho de Estado e chefe da da delegação da Renamo, Jeremias Pondeca, que negoceia um acordo de paz entre as duas partes ter sido morto.

Pondeca foi encontrado morto nas primeiras horas de sábado, 8, e foi tratado pelo polícia como um desconhecido.

“Foi morto quando se encontrava a fazer exercícios físicos na avenida da Marginal”, disse um dos filhos de Jeremias Pondeca ao Canalmoz .

“A Renamo vai continuar as negociações. Ainda hoje, se houvesse uma agenda, a Renamo estava disposta a fazer parte das negociações”, garantiu Muchanga, para quem “apesar dos actuais desafios que enfrenta, a Renamo pretende resolvê-los na mesa do diálogo.

Mário Raffaelli clasificou o crime de “um acto horrível e condenável” e esclareceu que só com o fim da violência pode ser construída, de facto, “uma paz verdadeira e durável”.

O Presidente da República exigiu em comunicado o rápido esclarecimento do assassinato de Jeremias Pondeca,

Filipe Nyusi detacou que Jeremias Pondeca “prestou uma contribuição valiosa na qualidade de membro do Conselho de Estado” apresentou "as mais sentidas condolências a família enlutada e ao partido Renamo”.

Antes, em conferência de imprensa, o ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, anunciou a abertura de uma investigação à morte de Pondeca.

O enterro do dirigente da Renamo está previsto para acontecer na quinta-feira, 14.

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