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Renamo: Frelimo dialoga, mas quer tempo para pensar


Edson Macuacua, porta-voz da Frelimo

Edson Macuacua, porta-voz da Frelimo

A Frelimo pediu à Renamo 45 dias para responder a um documento

A Frelimo pediu à Renamo 45 dias para responder a um documento que uma delegação mandatada por Afonso Dhlakama apresentou durante as conversações que os dois principais partidos moçambicanos iniciaram recentemente. A revelação foi feita à VOA por Ivone Soares, deputada e membro da Comissão política da Renamo, na sequência de um comício popular realizado em Namacurra, na Província da Zambézia. Aquela deputada considera que a Renamo está satisfeita com o andamento das conversações com o partido no poder, comentando que “a Frelimo está desorientada como sempre”, razão porque pediu uma pausa.

Ivone Soares disse estar a transmitir o sentimento popular ao afirmam que a população lamenta que o governo esteja a gastar “rios de dinheiro numa pseudo-homenagem a Samora Machel”, considerando que, afinal, Machel “criou situações para que muitos homens fossem lançados vivos para serem comidos por leões e, no entanto, hoje pintam-no de ouro este homem que muita desgraça trouxe a muitas famílias moçambicanas”.

Edson Macuácua, deputado e porta-voz da Frelimo, confirmou à VOA o facto do seu partido ter pedido uma pausa de 45 dias para reflectir sobre a proposta que foi colocada na mesa pela Renamo. Macuácua prefere a palavra diálogo à expressão conversações, sublinhando que o documento que a Renamo submeteu solicitava o diálogo. Para o porta-voz da Frelimo, o seu partido tem uma atitude dialogante com todas as forças políticas, com os parceiros sociais, sublinhado que “o diálogo é a única alternativa para a aproximação de ideias e para a construção de consensos”.

Respondendo ao ataque que Ivone Soares fez, hoje, em Namacurra, às políticas de Samora Machel, Macuácua considera “que a Renamo sempre foi um partido de contestação, sempre foi um partido de reprovação”. O porta-voz da Frelimo disse que “a Renamo contesta tudo e nada” e lamentou que o partido de Dhlakama “confunda a oposição ao governo com a oposição ao Estado”.

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