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Renamo declara fim do cessar-fogo

  • Simião Pongoane

Afonso Dhlakama

Afonso Dhlakama

Sete feridos considerados ligeiros e danos materiais ainda não calculados é o balanço preliminar de um ataque armado da Renamo hoje contra uma coluna de viaturas na estrada nacional número 1 entre Muxungue e Rio Save, na região sul da província de Sofala.

O ataque ocorreu no troço de 100 quilómetros declarado ano passado como zona de exclusão terrestre pela Renamo, que alega estar a proteger o seu líder Afonso Dhlakama, escondido na serra de Gorongosa há mais de um ano.

As vítimas foram evacuadas para o Hospital Distrital de Muxungue e uma delas explica o que os primeiros a atacarem foram guerrilheiros da Renamo e que os militares do Governo se limitaram a responder. A vítima diz que o povo está a sofrer.

O Director da unidade sanitária confirmou ter recebido feridos considerados ligeiros e que apenas um exige intervenção cirúrgica na sequência dos ferimentos sofridos.

Entretanto, o ataque aconteceu num dia em que as equipas do Governo e da Renamo retomaram em Maputo o diálogo politico que se arrasta há muito tempo sem progressos para o fim das incursões armadas dos guerrilheiros da Renamo.

O chefe da equipa da Renamo Saimone Macuiane disse que a sua organização quer um exército republicano em Moçambique.

Mas o Governo, através da voz de Gabriel Muthisse, chefe-adjunto da equipa negocial considera que a Renamo está a defender bipolarização do exército num país com mais de dois partidos políticos legalmente reconhecidos.

Entretanto, o candidato da Frelimo para as eleições de 15 de Outubro próximo, Filipe Nyusi, está em digressão pelas províncias em pré-campanha eleitoral.

O líder do MDM Daviz Simango também tem estado a fazer algumas incursões, enquanto o considerado candidato natural da Renamo, Afonso Dhlakama, está em parte incerta na Serra de Gorongosa.

O porta-voz da Renamo, António Muchanga, em declarações à imprensa:
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