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Renamo ataca quatro viaturas em Sofala

  • Redacção VOA
  • Alfredo Júnior

Foto de Arquivo

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A denúncia é do chefe do posto administrativo de Muxungue e de ocupantes das viaturas.

Quatro viaturas que faziam o troço Rio Save-Muxunguè, na região Centro de Moçambique, foram alvo de ataques por homens armados supostamente pertencentes à Renamo nesta quinta-feira.

Uma das viaturas atacadas pertencem ao Ministério da Saúde e, segundo testemunhas, houve alguns feridos ligeiros.

"Quando faltavam oito quilómetros para Muxungue quando começaram os tiros que não soubemos de onde, atacaram um camião da saúde, uma carrinha de um indivíduo de Muxungue e outra carrinha cantar que estava à frente. O camião da saúde levou mais de dez tiros", disse uma testemunha em declarações à Rádio Moçambique para depois acrescentar:"primeiro, pensávamos que fosse um pneu que rebentou, depois vimos para-brisas a levar balas e corremos em debandada. Foi difícil ver as pessoas, mas as balas vinham da mata para a estrada e não há dúvidas que o ataque é da Renamo".

Na segunda-feira, antigos generais e oficiais militares da Renamo anunciaram a sua intenção de colocar postos de controlo nas principais estradas de Moçambique de modo a travar raptos e execuções dos seus membros.

A decisão foi tomada numa reunião realizada no passado sábado entre o presidente do partido Afonso Dhlakama e o Departamento de Defesa e Segurança da Renamo em Sadjundjira, na Gorongosa.

"Colocaremos controlos em todos cruzamentos, entre Inchope e Rio Save, Inchope-Caia e o Rio Zambeze, esses postos de controle vão servir para fiscalizar ou controlar os carros que saem do Sul para o Centro, do Centro para o Sul, do Norte para Sul, assim sucessivamente", disse Horácio Calavete, chefe da mobilização da Renamo em Sofala.

A Polícia da República de Moçambique reagiu dizendo que que não permitirá a instalação de postos de controlo ao longo da Estrada Nacional 1.

"Tendo em conta que o mandato da polícia e das Forças de Defesa e Segurança é evitar que haja alteração da ordem pública, haja impedimento da circulação das pessoas e bens no território nacional nestas vias anunciadas que são fulcrais não vamos permitir a instalação destes postos de controlo que a Renamo faz referência", garantiu na terça-feira Inácio Dina, porta-voz do Comando Geral da PRM.

Esta semana, o Presidente Filipe Nyusi, reiterou que as armas em mãos alheias devem ser entregues ao Estado, reafirmando o interesse em trazer o líder da Renamo Afonso Dhlakama para o convívio político a ser feito na cidade e não nas matas.

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