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Renamo apresenta provas de resposta de mediação de Jacob Zuma

  • William Mapote

Presidência da África do Sul responde à Renamo

Presidência da África do Sul responde à Renamo

António Muchanga contraria declarações da ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros.

O porta-voz da Renamo António Muchanga revelou esta segunda-feira à imprensa uma carta enviada pela Presidência da África do Sul a reagir ao convite feito pelo partido a Jacob Zuma para mediar as negociações entre Afonso Dhlakama e Filipe Nyusi.

Na carta de 25 de Novembro de 2015 enviada ao secretário-geral da Renamo Manuel Bissopo, o director-geral da Presidência da República R.Cassius Lubisi confirma o convite feito pelo partido de Afonso Dhlakama a 19 de Outubro.

“Por favor, saiba que o Presidente foi informado sobre o seu pedido de mediação entre o Governo de Moçambique o seu partido”, lê-se na carta distribuída por Muchanga aos jornalistas (foto).

António Muchanga

António Muchanga

A Presidência da República sul-africana, no entanto, defende que “o papel de mediação deve ser, primeiro, discutido e acordado entre as duas partes, o Governo de Moçambique e a Renamo”.

“Nós encorajamos o seu partido a continuar participando em conversações com o Governo”, continua a carta do gabinete de Zuma, que defende ser “através do diálogo que Moçambique irá encontrar a paz, estabilidade e desenvolvimento".

Desta forma, a Renamo reage à declaração da ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul que, na passada quarta-feira, 10, garantiu em Maputo que o Presidente Jacob Zuma não tinha recebido qualquer pedido da Renamo para mediar a crise política em Moçambique.

Maite Nkoana-Mashabane

Maite Nkoana-Mashabane

"Nós ainda não recebemos nenhum pedido para mediar as negociações, nem por parte do Governo moçambicano nem por parte da oposição", reiterou, na altura, Maite Nkoana-Mashabane, adiantando que Pretória reconhece o Governo "saído das últimas eleições" em Moçambique.

Recorde-se que, a 11 de Janeiro, o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, assegurou ter recebido uma resposta positiva da Igreja Católica e do Presidente sul-africano Jacob Zuma para servirem de mediadores do conflito político-militar.

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