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Renamo acusa o Governo de colocar o processo de paz em causa

  • William Mapote

O maior partido da oposição pede ao Presidente da República para mandar parar a ofensiva em curso, sob o risco de a Renamo mandar reabrir as frentes centro-sul.

A Renamo acusou nesta segunda-feira as forças governamentais de estarem a perpetrar uma forte ofensiva à Serra da Gorrongosa, na província de Sofala, reforçando “a intenção de aniquilar” o seu líder, Afonso Dhlakama, que se acredida estar algures naquela região.


Segundo António Muxanga, porta-voz do líder da Renamo, a ofensiva governamental é uma séria ameça à “trégua unilateral” que foi decretada pelo seu partido e os passos de busca da paz duradoura.

“Nós acreditamos na paz mas queremos chamar atenção a estas atitudes”, disse Muxanga.

“Não faz sentido o que está a acontecer porque achamos nós que as coisas tendem a melhor, na sala de negociações há avanços significativos e, em contra partida, estão a bombardear a Renamo”, realçou.

De acordo com o porta-voz de Dhlakama, desde a última sexta-feira foram disparado para a Serra de Gorrongora vário obuses de artilharia pesada, com destaque para pelo menos 21 obuses do tipo B11, a partir dos postos administrativos de Canda, Vunduzi, que ainda não tiveram resposta por parte das milícias da Renamo.

Segundo Muxanga, os obuses estão a atingir aldeias ocupadas por populações que se recusaram a abandonar as suas casas para os centros de acomodação abertos na vila de Gorongosa, e apesar da intensidade com que estão a ser perpetrados, ainda não há vítimas a reportar.

A Renamo reporta pelo menos duas grandes ofensivas registadas entre domingo e a manhã desta segunda-feira, situações que já estão a “aborrecer” os comandantes militares fiéis a Dhlakama, que só não agiram em resposta, porque o líder do partido assim não autorizou.

O maior partido da oposição pede ao Presidente da República Armando Guebuza, na qualidade de Comandante em Chefe das Forças Armadas, para mandar parar a ofensiva em curso, sob o risco de a Renamo mandar reabrir as frentes centro-sul.

Se a Renamo começar a reagir poderemos voltar ao pior porque a resposta será dada em todas as frentes acima indicadas, ou seja, Rio Save Muxúnguè, Marínguè, Gorongosa, Tete, Inhambane, Massinga, Homoíne, Inharrime”, ameaçou Muxanga, para quem “a supremacia militar noo terreno é favorável a Renamo”.

Informações avançadas no último fim de semana por alguma imprensa indicam que as forças da Renamo atacaram uma posição das Forças Armadas em Gorongosa, tendo ferido dois militares, seundo um com gravidade, o que teria motivado a ofensiva deste domingo.

O Ministério da Defesa Nacional prometeu se pronunciar sobre a metéria oportunamente.

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