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UNITA faz balanço negativo do registo eleitoral

  • Manuel José

Adalberto Costa Júnior, UNITA

Adalberto Costa Júnior, UNITA

A cerca de nove meses das eleições e enquanto decorre o registo eleitoral, deputados da UNITA dizem temer o pior em 2017, enquanto na Lunda Norte populares não querem se inscrever para votar.

O líder do grupo parlamentar da UNITA disse aos jornalistas estar preocupado com o processo eleitoral.

Adalberto Costa Júnior afirma que o seu partido tenta a todo custo aproximar ideias para evitar o descalabro em 2017, mas pelo andar das coisas o principal partido da oposição vê o processo com muito cepticismo.

“Não estamos satisfeitos como o processo de registo, o balanço é negativo, continuamos a pensar que o MAT está a exercer competências indevidas na condução do registo o Tribunal Constitucional, embora reafirma o contrário”, denunciou Costa Júnior.

O líder parlamentar da UNITA elencou uma série de irregularidades como o “risco de se aprovar leis ilegais que nos levem a um ambiente de costas viradas e tensão, envolvimento da Casa Militar na pessoa do seu titular general Kopelipa em alguns aspectos da CNE, além de outras que se registam nas províncias”, onde, segundo Adalberto da Costa Júnior “há registo de cidadãos estrangeiros”.

Quem também denuncia irregularidades na Lunda Norte é o presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, para quem as pessoas “não estão a aderir ao processo de registo e já há sinais da pretensão de se obrigar as pessoas a se inscreverem”.

''O povo vai se registar para depois legitimar o seu colono?”, pergunta José Zecamuxima.

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