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Governador de Tete diz não haver refugiados moçambicanos no Malawi

  • Redacção VOA

Tendas improvisadas no campo de refugiados moçambicanos em Kapise, o Malawi.

Tendas improvisadas no campo de refugiados moçambicanos em Kapise, o Malawi.

Paulo Auade acusa a Renamo dos ataques e que as crianças e mulheres no Malawi são familiares de homens armados.

O governador da província moçambicana de Tete diz não haver a existência de refugiados no Malawi devido a conflitos entre as forças de defesa e segurança e homens armados da Renamo.

Em entrevista ao jornal O Pais, nesta terça-feira, 1, Paulo Auade afirma que as pessoas que se encontram em Kapise, no Malawi, são, na sua maioria, do país vizinho e que estão lá por causa da seca.

"Nem me fale de refugiados porque não há nenhum refugiado", reitera Auade ao jornal, acrescentando ainda que as crianças e mulheres que se encontram no Malawi são “familiares dos homens armados” da Renamo.

O governador de Tete responsabiliza a Renamo pelos ataques que, segundo os refugiados no Malawi ouvidos pela imprensa e pela Alto Autoridade para os Refugiados das Nações Unidas (Acnur), estão na origem da fuga de mais de seis mil moçambicanos para o país vizinho.

"Quem queima as casas é a Renamo, quem ataca as populações é a Renamo, não sabemos disso?", afirma Paulo Auade em jeito de pergunta, quando confrontado com afirmação de refugiados que responsabilizam o exército pelos ataques em Tete.

Há duas semanas os governos de Moçambique e do Malawi criaram uma comissão para organizar o regresso dos refugiados moçambicanos que, de acordo com a o Acnur, deve acontecer depois de eliminadas as causas que estiveram na origem dasua fuga.

Na semana passada, a Human Rights Watch exigiu ao Governo de Moçambicano uma investigação, em regime de urgência, das "execuções sumárias, abusos sexuais e maus-tratos por parte das suas forças armadas na província de Tete".

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