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Refugiados angolanos no Congo vão ser repatriados

  • VOA Português

Luanda e Kinshasa chegam a acordo quanto ao regresso de 30.000 angolanos, mas muitos querem ficar.

Os governos de Angola e da República Democrática do Congo acordaram mais uma operação de repatriamento de cerca de 30 mil refugiados angolanos a partir da segunda quinzena de Agosto.

Os primeiros regressados deverão entrar pela província angolana do Uíge.

A decisão foi tomada um encontro tripartido, que terminou hoje, 30, e que juntou em Luanda representantes dos Governos de Angola e da República Democrática do Congo e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A reunião definiu o final deste ano como prazo para a conclusão do processo de repatriamento de ex-refugiados na República Democrática do Congo (RDCongo) e 2015 para a atribuição de cidadania aos que optarem por ficar.

O director nacional para a reinserção social do Ministério da Reinserção Social André Nzinga Nkula anunciou que será organizada uma operação de integração de cerca de 16 mil angolanos que preferiram continuar a viver no país de acolhimento, a exemplo do que aconteceu com os refugiados noutros países vizinhos de Angola.

Cerca de 72 mil refugiados vivem ainda na RDC e apenas um terço deseja regressar voluntariamente a Angola.

Os mais de 47 mil angolanos que decidiram fixar residência no país que os acolheu durante décadas aguardam pela atribuição do documento de cidadania angolana até 2015.

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