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Refugiados centro-africanos libertam funcionários da ACNUR nos Camarões

  • Redacção VOA

Correspondente da VOA em Yaoundé, indicou que os refugiados envolvidos na acção terão sido rebeldes – dando assim destaque ao agravar da crise para os países vizinhos da República Centro Africana.

Os refugiados da República Centro Africana libertaram dois funcionários das Nações Unidas nos Camarões, que tinham sido feitos reféns, para protestarem a falta de bens de ajuda.

Os funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, identificados como Mamady Fata Kourouma e o seu colega Adama foram feitos reféns no dia 4 de Janeiro em Bertoua – capital provincial da região leste dos Camarões.

O governo da região, Ivaha Diboua Samuel Dieudonné disse que os mesmos foram libertados depois de negociações. Esses funcionários das Nações Unidas foram vítimas da frustração dos refugiados da República Centro Africana que os acusaram de não terem feito o suficiente para lhes fornecer os mantimentos.

Ivaha Diboua disse a Voz da América que muitos desses refugiados estavam a complicar os esforços internacionais e dos Camarões em ajudar aqueles que decidiram ir a zona da fronteira para se escapar da violência e da fome.

Segundo Ivaha Diboua os responsáveis camaroneses fizeram saber aos refugiados que a agência das Nações Unidas para os refugiados distribui apenas mantimentos aos civis que procuram o refúgio nos Camarões, vindos da República Centro Africana, e os rebeldes ou aqueles que estejam envolvidos em acções militares devem procurar ajuda através da Cruz Vermelha Internacional.

O governador da região leste dos Camarões adiantou que a situação tornou-se precária no seu país desde que mais rebeldes começaram a atravessar a fronteira em Dezembro depois da chegada na República Centro Africana, dos reforços militares franceses e da União Africana para desarmar as forças beligerantes.

Ivaha Diboua afirma que alguns soldados estão escondidos entre a população com armas e as autoridades dos Camarões não vão aceitar esta situação. Os residentes do leste dos Camarões na região fronteiriça com a República Centro Africana têm sido vítimas de roubo e assaltos violentos de alguns dos 52 mil refugiados centro-africanos.

As agências humanitárias, incluindo o Programa Alimentar Mundial – PAM – e a Cruz Vermelha dos Camarões anunciaram não dispor de mantimentos para responder as crescentes necessidades humanitárias dos refugiados.
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