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Reclusos vão ter apoio psicológico em Malanje

  • Isaías Soares

Cadeia da Comarca de Malanje

Cadeia da Comarca de Malanje

O objectivo da parceria entre Escola Superior Politécnica e o estabelecimento penitenciário da Comarca de Malanje é tratar a psique do recluso.

A Escola Superior Politécnica e o estabelecimento penitenciário da Comarca de Malanje vão assinar em breve acordos de parceria para assistência psicológica aos reclusos daquela unidade prisional desta cidade.

A ausência de psicólogos em todas cadeias do país é um dos maiores problemas para a ressocialização dos presos, depois do cumprimento da respectiva pena. Trabalhar a psique do recluso é o principal objectivo do projecto.

O director-geral da Escola Superior Politécnica de Malanje Francisco Jacucha Cahuco Quimbanda manifestou a intenção no passado sábado durante uma visita dos estudantes do curso de psicologia àquela cadeia, no âmbito de uma aula de campo da disciplina de psicologia comunitária.

“Podem contar num futuro breve com essa camada juvenil que está a formar que serão os futuros psicólogos que vão trabalhar aqui na província, no sentido de poderem ajudar os nossos irmãos quando saírem dessa casa poderem consultar um psicólogo e terem uma consulta permanente”, explicou, ao acrescentar “para terem aquela esperança ou aquela estabilidade social”.

Medidas urgentes estão na forja com o estabelecimento de “um convénio com a direcção desse estabelecimento, no sentido, também num futuro breve possa existir cá permanentemente um psicólogo que ao longo da semana vai fazendo algumas consultas e alguns aconselhamentos”.

A professora da cadeira de psicologia comunitária Maria Esperança Francisco Gomes da Cruz garante que os futuros psicólogos formados em Malanje estarão aptos para solucionarem os vários enigmas da sociedade.

“Achamos pertinentes, numa primeira fase, iniciar aqui pelo estabelecimento prisional, uma vez que é uma instituição que reúne várias pessoas de vários extractos sociais, quer do sexo masculino, quer do sexo feminino”, clarificou.

Cruz, disse que a instituição vai continuar a promover a cidadania no seio dos estudantes e futuramente a região terá “profissionais na área de sociologia capazes de intervirem com este público-alvo”.

A docente acalentou os reclusos: “vocês aqui tenham esperança, que a sociedade é toda nossa e vossa também, vão sair daqui e contribuir para uma nova sociedade, uma Angola com todos vocês juntos”.

O chefe de secção de reeducação penal da Comarca de Malanje, Otílio Cateco Ngunza disse que a intenção da direcção daquela instituição académica é bem-vinda para os reclusos.

Os reclusos daquela penitenciária carecem de apoios nos domínios da alimentação, artigos de higiene e vestuário, situação minimizada pelos estudantes universitários que levaram alguns meios.

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