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Receitas fiscais caem em Angola

  • João Marcos

Faltam divisas

Faltam divisas

Sem divisas, importações reduzem.

A 4ª RegiãoTributária, com sede no Lobito, viu baixar em 1.13 por cento as receitas fiscais e aduaneiras, entre Janeiro e Maio deste ano, por culpa da queda nas importações de bens e serviços.

A região tribuntária, que cobre as províncias de Benguela, Kwanza Sul, Huambo e Bié, arrecadou pouco mais de 18 mil milhões de kwanzas, cerca de 18 milhões de dólares.

O director Osvaldo Salvador considera que a variação percentual "não foi muito impactante".

“Estou a falar de um registo negativo em 1,13 por cento em relação ao período similar em 2014. A receita global, fruto da situação do país, tem reflexo no pagamento de impostos. Mas, se atendermos ao frenar da actividade económica, acho que não estamos mal”, explica.

Há muito que a escassez de divisas vem atrapalhando os agentes económicos.

O importador Carlos Fonseca, proprietário da Fonseca e Irmãos, no mercado há cerca de 50 anos, diz que “sem divisas para comprar no exterior, e partindo do pressuposto de que Angola não é um país produtor, não há importação”.

Fonseca lembra que “o preço sobe e o consumidor é que paga, apesar de não ser isso que queremos”

Os números dizem que a receita fiscal superou a aduaneira em mais de 60 por cento.

Recorde-se que a Administração Geral Tributária resulta da fusão da Direcção Nacional dos Impostos, do Serviço Nacional das Alfândegas e do Projecto Executivo para Reforma Tributária.

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