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Rebeldes Houthis consolidam controle da capital do Iémen


Os rebeldes exigem a partilha do poder a integração dos seus comandantes no exército e na polícia.

O presidente iemenita Abdrabou Mansour Hadi permanece cercado por rebeldes Houthi na sua residência hoje, 21, um dia depois de os guerrilheiros xiitas terem tomado o palácio presidencial. Os rebeldes exigem a partilha do poder a integração dos seus comandantes no exército e na polícia.

Após tomar muitos edifícios na capital, os rebeldes Houthi controlam a capital com tanques nas ruas de Sanaa. Guerrilheiros cercam a casa do presidente Mansour Hadi Abdrabbu, apesar de informações de que ele podia entrar e sair

O porta-voz do Governo Rajah Badi revelou que uma reunião agendada pelo primeiro-ministro Khaled Bahah tinha sido cancelada devido a preocupações com a segurança e a impossibilidade de os ministros se deslocarem ao local.

Entretanto, um comandante Houthi em frente ao palácio disse aos jornalistas que forças da guarda presidencial bombardearam residências civis em frente ao edifício ontem, antes de se render.

O proprietário de um restaurante localizado perto do palácio disse que dois foguetes atingiram o seu negócio, causando danos consideráveis. Testemunhas revelaram que alguns de civis ficaram feridos no bombardeamento.

Oficiais militares localizados em Aden, a sul da capital, indicaram, por outro lado, que tinham bloqueado todos os acessos aéreos, marítimo e terreste para a cidade e que iam protestar contra o que consideram ser um "golpe" contra o presidente Hadi. Líderes de várias outras províncias do sul também bloquearam o acesso a essas regiões.

Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo, convocou uma reunião urgente de ministros das relações exteriores da organização na capital saudita Riade para discutir a situação no Iémen.

Ontem, depois de também ter tomado a rádio e a televisão públicas, o líder rebelde Houthi Abdel Malek al Houthi disse o presidente Hadi deve implementar um acordo de partilha do poder alcançado há vários meses entre os diversos líderes do Iémen. Ele também adiantou que os países estrangeiros não têm motivos para temer o que está a acontecer no Iémen, mas advertiupara não "se intrometerem" nos assuntos internos do país.

Vários meios de comunicação dos países vizinhos revelam que os rebeldes Houthis exigem 50 por cento dos ministérios como parte do acordo de partilha do poder e que cerca de mil dos seus combatentes sejam incorporados no exército e outros tanto na polícia.

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