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Rebeldes de Casamansa interceptam comitiva do ministro da Administração Interna

  • Lassana Casamá

Guiné-Bissau

Guiné-Bissau

Líder dos rebeldes pede desculpas e governante exige que abandonem a Guiné-Bissau.

A comitiva governamental liderada pelo ministro guineense da Administração Interna Botché Candé, de visita à zona norte do país, durante este fim-de semana, concretamente nas imediações de Farim, foi alvo de uma embocada e interceptada por um dos grupos rebeldes de uma das facções do Movimento da Frente Democrática de Casamansa (MFDC), que opera naquela zona.

O incidente confirma assim relatos de há muitos anos em como a território da Guiné-Bissau, pela sua fragilidade em termos de segurança, tem sido usado pelas diferentes facões do MFDC como base das suas operações militares contra a República do Senegal

O grupo armado opera dentro do território da Guiné-Bissau, mais precisamente na secção de Djumbébe, entre as tabancas de Sintchã Aladje e Sintchã Béle, duas povoações próximas da fronteira a norte com o Senegal, mas situadas dentro do espaço territorial guineense.

A comitiva do ministro da Administração Interna, composta de oficiais paramilitares e da Guarda Nacional foi surpreendida por homens armados que se identificaram como rebeldes de Casamansa, mas com base de operações na Guiné-Bissau.

A zona é considerada de difícil acesso ou de patrulhamento por parte das tropas guineenses, considerando a sua complexa localização geográfica.

Dominada pelo comércio entre as duas fronteiras, Farim, que actualmente detêm uma mina de fosfato em fase adiantada de exploração, tem constituído, ao longo de várias décadas, um baluarte das forças do MFDC. Em 2002, a área foi alvo de muitas investidas militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau contra as bases rebeldes.

Sabe-se, entretanto, que, recentemente, depois de informações de alguma inteligência guineense, em como a zona estava a ser ocupada pelos rebeldes, uma equipa da contra inteligência militar foi enviada para a região. De regresso, comunicaram ao actual Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Biaguê Natam, que nada foi encontrado. E agora, com estes novos dados, registados logo após a esta missão militar, resta esperar pelos novos desenvolvimentos.

Contudo, últimas informações indicam que o chefe rebelde que opera a partir de Farim avistou-se esta manhã com o ministro da Administração Interna, a quem apresentou desculpas pelo incidente.

Botche Candé disse-lhe que os rebeldes abandonem a área imediatamente. Entretanto, fontes da Voz de América dizem que a ordem poderá não ser cumprida tão rápido, já que irá implicar desdobramentos operacionais perigosos por parte das forças rebeldes de Casamansa.

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