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Raptos em Moçambique: Graça Machel critica silêncio oficial

  • Simião Pongoane

Graca Machel

Graca Machel

Para a viúva de Samora Machel e esposa de Nelson Mandela, "a população moçambicana sente-se abandonada pelas autoridades".

A antiga primeira-dama moçambicana, Graça Machel, manifestou-se muito preocupada com o silêncio do governo moçambicano perante a onda de raptos e mortes de cidadãos nacionais nas cidades do Maputo, Matola e Beira.
Para a viúva de Samora Machel e esposa de Nelson Mandela, a população moçambicana sente-se abandonada pelas autoridades do seu governo numa altura crítica.

Graça Machel falava para jornalistas em Maputo através de teleconferência, a partir da cidade sul-africana do Cabo, onde participou numa reunião.
Ela disse que não está a fazer política com o sofrimento do povo, porque nunca teve medo de criticar o governo do seu país quando for necessário. Graça Machel afirmou que desconhece a motivação dos sequestradores.

O Sheik Aminudine, da comunidade muçulmana, a primeira a sofrer deste tipo de crime, considera que a principal motivação é o dinheiro.

O idoso e veterano advogado Máximo Dias concorda e diz que os valores morais estão em queda livre por causa da corrida desenfreada ao enriquecimento fácil e rápido.

Para o académico da Universidade Pedagógica, a maior do País, Eliseu Sueia, a insegurança instalou-se comodamente em Moçambique.

O fenómeno de rapto ou sequestro de cidadãos começou na comunidade empresarial nacional de origem asiática. Os reféns eram libertados mediante o pagamento de elevadas somas de dinheiro fora do sistema financeiro oficial. Agora afecta todas as comunidades e com violência barata como foi o caso ocorrido na cidade da Beira.
Alguns elementos da Polícia estão envolvidos e três foram condenados esta semana pelo Tribunal Judicial da cidade de Maputo.
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