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Ramos-Horta deixa a Guiné-Bissau em finais de Junho


Ramos-Horta no dia das eleições, Guiné-Bissau

Ramos-Horta no dia das eleições, Guiné-Bissau

O representante especial da ONU defendeu que o seu sucessor deve falar português ou crioulo.

O Representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau José Ramos-Horta deixará a missão e o país no final de Junho, pelo menos de acordo com o que está estipulado.

Nomeado a 1 de Janeiro de 2013, o antigo Presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz chegou ao país a 13 de Fevereiro, substituindo o ruandês Joseph Mutaboba.

Agora, na hora da saída, Ramos-Horta defendeu que o seu substituto deve falar português ou crioulo.

«Um representante especial tem que ser alguém que, além de grande político seja um grande burocrata. Sobretudo tem que ter um grande coração, entender o povo, saber trabalhar com o Governo e outros para ajudar o povo guineense», adiantou Ramos-Horta, garantindo que a missão da ONU foi renovada por mais um ano.

O Nobel da Paz teve como missão acompanhar o período de transição na Guiné-Bissau e o processo eleitoral, cujo último acto será a segunda volta da eleição presidencial a 18 de Maio.

Após a primeira volta das eleições, o Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas felicitou as autoridades e o povo da Guiné-Bissau pelo sucesso do acto.

Para o futuro Ramos-Horta defende um pacto de regime: “Seria o ideal (...) eu creio que o partido vencedor sentindo-se mais forte e mais tranquilo após as eleições pode ter essa atitude de vitorioso, vitorioso com um sentido de Estado, de convidar os seus parceiros políticos de subscreverem um pacto após eleições. Eu não tenho problema com isso".
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