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Ramadão começa na Guiné-Bissau

  • Lassana Casamá

Foto de Arquivo

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Cerca de 46 por cento da população guineense é muçulmana.

No mundo islâmico começou o ramadão nesta quinta-feira, 18, e na Guiné-Bissau os muçulmanos deram início ao mês de celebração.

Assumane Sanó é taxista. Todos os dias levanta-se às cinco horas da manhã em direcção ao centro da cidade. Mas, neste período de ramadão, sai de casa depois da oração de alvorada.

Por ser um país laico, mesmo tendo uma comunidade muçulmana estimada em mais de 46 por cento, o guineense não muçulmano não se sente indiferente ao período de ramadão. São momentos de solidariedade para com os próximos, sobretudo, através de gestos caridade para os mais indigentes. Bacar Dabó é um guineense que não pratica o islão.

Na Guiné-Bissau, o período de ramadão, um mês de jejum ritual, é caracterizado pela especulação desenfreada de preços dos principais produtos da primeira necessidade, nomeadamente o arroz, óleo e açúcar. O que, para muitos guineenses, multiplica o sacrifício de um muçulmano crente.

Para uma referência lógica, de citar que o Ramadão, o nono mês do calendário islâmico, segundo a profecia muçulmana, representa “um período de renovação da fé prática mais intensa da caridade e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar”.

Neste período pede-se ao crente uma maior proximidade aos valores sagrados, leitura mais assídua do Corão, frequência à mesquita, correção pessoal e autodomínio. E é o que os muçulmanos que vivem na Guiné-Bissau vão tentar cumprir ao máximo.

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